(The Possession of Michael King, EUA, 2014)

Terror
Direção: David Jung
Elenco: Shane Johnson, Ella Anderson, Luke Baines, Tomas Arana, Dale Dickey, Cullen Douglas, Julie McNiven, Stewart Skelton
Roteiro: David Jung, Tedi Sarafian
Duração: 83 min.
Nota: 3 ★★★☆☆☆☆☆☆☆

Histórias de possessões demoníacas não são raras no cinema. As motivações para a incorporação do espírito maligno são várias, o acaso, o lugar onde se mora, uma maldição hereditária e por aí vai. Em A Possessão do Mal, a incorporação acontece porque o Michael King do título original resolveu que era uma boa ideia para provar que nada disso existia.

Tudo porque sua mulher, que acreditava em anjos e era espiritualizada, morreu em um acidente depois de uma consulta à taróloga. Com essa premissa fraca, depois de um patético desafio gravado, acompanhamos as tentativas de Michael para invocar os espíritos do mal. Ele faz um ritual demoníaco em casa, vai atrás de um padre exorcista, um necromante e um casal satanista.

Para que o público tenha acesso a todos os acontecimentos, o protagonista, diretor de cinema, contrata um cinegrafista para filmar suas experiências, além de encher a casa de câmeras de segurança e andar sempre com uma câmera na mão. O mesmo jeito batido e cansado que invadiu o cinema de terror nos últimos anos.

Ainda que tenha alguns poucos bons sustos e uma ou duas boas ideias, o filme não consegue se sustentar. Primeiro pela distância causada pela motivação esdrúxula do protagonista, vivido por Shane Johnson (Meu Namorado Pumpkin), e depois pelo desenrolar da ação, que se perde no ritmo em vários momentos e tem que sobreviver a vários equívocos na parte final, quando a comicidade involuntária toma conta do filme.

É difícil se recuperar, entre outras coisas, das setas de sangue e da relação entre obsessor e obsediado. Mesmo que as imagens da procura pela vítima tenham lá alguma curiosidade, o público já está cansado e distante demais para entrar no clima novamente.

Ao final do filme, fica a impressão de mais uma experiência batida, sem inovações e nem momentos marcantes, ou seja, de perda de tempo.

Um Grande Momento:
Nada tanto assim.

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