(The Age of Adaline, EUA/CAN, 2015)

Drama
Direção: Lee Toland Krieger
Elenco: Blake Lively, Michiel Huisman, Harrison Ford, Ellen Burstyn, Kathy Baker, Amanda Crew, Lynda Boyd
Roteiro: J. Mills Goodloe, Salvador Paskowitz, J. Mills Goodloe
Duração: 112 min.
Nota: 4 ★★★★☆☆☆☆☆☆

Com um bom argumento, A Incrível História de Adaline é um filme que tinha todo o potencial de ser encantador, mas tem dois problemas bem difíceis de serem superados: uma fixação por se explicar demais, deixando de lado a fantasia, e uma escolha duvidosa do ator principal, Michiel Huisman, que ficou famoso vivendo o atual companheiro de Daenerys Targaryen no seriado da HBO Game of Thrones.

O longa-metragem conta a história de Adaline Bowman, uma mulher que após um acidente de carro para de envelhecer. Mudando de nome, vida e cidade de vinte em vinte anos, ela já se conformou com sua situação, até que encontra alguém que a faz querer ficar no mesmo lugar.

A trama é batida e previsível, mas nada que não pudesse envolver se não houvesse sempre um narrador contando todas as coisas que acontecem e, pior, explicando cientificamente cada acontecimento que tenha alguma chance de ser entendido como estranho pela plateia. Falta ao diretor Lee Toland Krieger (Celeste e Jesse para Sempre), a compreensão de que, em uma fantasia, não faz mal deixar a imaginação do público criar um pouco.

Mas, com um visual bonitinho, um trabalho correto na direção de fotografia de David Lanzenberg (O Sinal: Frequência do Medo) e o carisma da protagonista criada por Blake Lively (Selvagens), o filme até consegue prosseguir. Pelo menos até a metade.

É quando entra em cena Michiel Huisman (Livre), vivendo a nova paixão de Adaline. Apesar da beleza física, o ator não consegue transmitir a doçura previamente estipulada para o personagem, não convencendo como caridoso cult, como homem apaixonado ou como aquela pessoa que se mostra indispensável logo quando aparece. A coisa se complica quando fazemos comparações entre ele e os outros atores do elenco, que conta ainda com Harrison Ford (Blade Runner, o Caçador de Andróides), Ellen Burstyn (Réquiem para um Sonho) ou Kathy Baker (Edward Mãos de Tesoura).

A partir desse ponto, mesmo com uma virada curiosa no terceiro ato, o filme se perde no ritmo e a história vai, aos poucos, perdendo o interesse. Para piorar, o desfecho é rapidamente antecipado, assim como o modo como ele será contado.

Não é uma coisa horrível, que não mereça ser assistida de jeito nenhum, mas é frustrante como uma boa história é desperdiçada dessa maneira.

Um Grande Momento:
Vendo a filha entrar no restaurante.

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