(La Hora Fría, ESP, 2006)

Terror
Direção: Elio Quiroga
Elenco: Omar Muñoz, Silke, Jorge Casalduero, Nadia de Santiago, Carol Manzanares, Marco González, Pablo Scola, Julio Perillán, Pepo Oliva, Sergio Villanueva
Roteiro: Elio Quiroga
Duração: 93 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆
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Este filme chegou aqui em casa totalmente por acaso. Tínhamos resolvido alugar um dvd de terror e acabamos escolhendo pela capa, mas, como sempre, sem ler a sinopse. Minutos antes do começo resolvi dar uma olhada e descobri que não era nada do que esperávamos. O filme ia muito mais para a história de Eu Sou a Lenda: oito pessoas habitavam um abrigo e estavam cercadas por pessoas que sofreram mutação genética após a exposição a um vírus letal. Ficamos meio apreensivas, mas acabou agradando a todas.

A linha era mesmo a do filme de Will Smith, só que sem a preocupação de enlouquecer, já que eram várias pessoas que acabaram por estabelecer uma sociedade. Uma criança, Jesús, e sua câmera vão contando aos espectadores a história e a organização do abrigo onde vivem, dos habitantes infectados e de um estranho acontecimento que reduz drasticamente a temperatura do ambiente.

Se o nome da criança é Jesús, já dá para imaginar o nome de todos os outros do abrigo. Maria, Madalena, Mateus, Lucas, Paulo e por aí vai. É como se eles fossem o recomeço ou o fim da civilização.

Muito interessante, o roteiro sabe como manter o interesse até o final e, quando começamos a achar que tudo está forçando a barra demais, somos surpreendidos por um desfecho bem diferente do que imaginávamos.

Os atores não comprometem e o menino Omar Muñoz é bem desenvolto e convincente. A trilha sonora algumas vezes é óbvia demais, mas não chega a atrapalhar. Uma das surpresas são os efeitos especiais, muito superiores à maquiagem.

Para mim tanto a história, o desfecho e a manutenção do roteiro são muito superiores a Eu Sou a Lenda. Bom para divertir quando você não quer pensar muito!

Um Grande Momento:
O desfecho.

A Hora Negra

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