(The Oranges, EUA, 2011)

Comédia
Direção: Julian Farino
Elenco: Hugh Laurie, Allison Janney, Catherine Keener, Oliver Platt, Leighton Meester, Alia Shawkat, Adam Brody, Sam Rosen, Aya Cash
Roteiro: Ian Helfer, Jay Reiss
Duração: 90 min.
Nota: 4 ★★★★☆☆☆☆☆☆

Há fases na vida em que algo incomoda e acontece aquele desejo de fazer alguma mudança, mas, para não sair da zona de conforto, a vontade é deixada para lá, a situação é empurrada com a barriga e a tomada de decisão postergada. Porém, acontecimentos inesperados, como uma demissão ou a morte de alguém próximo, podem expulsar desta zona segura e obrigar a, finalmente, fazer as mudanças necessárias, mesmo que isto bagunce a vida.

A Filha do Meu Melhor Amigo trata de um acontecimento como este. David (Hugh Laurie) e Terry (Oliver Platt) são vizinhos e grandes amigos. Sempre dividem os momentos de corrida durante o dia e é comum estarem um na casa do outro com suas famílias, jantando ou confraternizando nos finais de semana. Pai de Vanessa (Alia Shawkat) e Toby (Adam Brody), o publicitário David está passando por uma crise em seu casamento com Paige (Catherine Keener). Terry mora do outro lado da rua com sua esposa Cathy (Allison Janney), o casal tem uma filha, Nina (Leighton Meester), que retorna à casa dos pais no feriado de Ação de Graça, após cinco anos rodando o mundo.

Como o título do filme em português já sugere, Nina e David engatam um romance e a rotina das duas famílias vira de pernas para o ar. A história de A Filha do Meu Melhor Amigo gira em torno das mudanças que este inesperado caso de amor provoca em cada um dos personagens.

O problema do filme não é o clichê de desenvolver a história na época das festas de final de ano e aproveitar-se do clima de reflexões e autoanálises que o momento desperta em algumas pessoas, mas a forma pobre como constrói a trama e os personagens.

Além da narração em off para explicar coisas óbvias, a história carrega nos estereótipos. A garota popular e descolada, a mãe controladora, o garoto bom partido, a jovem introvertida, o homem de meia-idade frustrado, a mulher descontrolada. A impressão é a de que os personagens são tão marcados no começo da obra apenas para poder realçar o processo de transformação que eles sofrerão ao longo da história.

A falta de originalidade é compensada pelo bom elenco. Hugh Laurie deixa de lado o seu personagem mais famoso, o excêntrico Dr. House, e interpreta David, o personagem melhor desenvolvido na história. Na verdade, o quarteto de atores veteranos toma conta da história e facilita o trabalho do diretor Julian Farino que, apesar dos problemas de roteiro, soube manter um bom ritmo durante toda a projeção.

Apesar de conseguir transmitir a mensagem desejada, A Filha do Meu Melhor Amigo é daqueles filmes insossos, do tipo que não compromete, mas também não tem muito a acrescentar.

Um Grande Momento:
Atropelando o Natal.

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