(La delgada línea amarilla, MEX, 2015)

Drama
Direção: Celso R. García
Elenco: Damián Alcázar, Joaquín Cosio, Silverio Palacios, Gustavo Sánchez Parra, Américo Hollander, Fernando Becerril, Tara Parra, Sara Juárez, Enoc Leaño
Roteiro: Celso R. García
Duração: 95 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Há filmes que não conseguem resistir à facilidade, onde a obviedade e alguma apelação acabam construindo um universo que, ao mesmo tempo, envolve, mas de uma maneira artificial e pouco crível. Assim é o longa-metragem mexicano A Estreita Faixa Amarela.

Mesmo com o bom elenco e uma história promissora, Celso R. Garcia, em sua estreia nos longas-metragens, passa a maior parte do tempo caindo em armadilhas como a construção do passado através de fotos e de uma mal colocada matéria de jornal, despertar de amores pouco naturais, flashbacks sem propósito e um final para lá de óbvio.

O filme conta a história de um homem que é demitido depois de 11 anos trabalhando em um ferro velho. Sem conseguir trabalho, vai parar em um posto de gasolina, onde se encontra, por acaso, com um antigo patrão. Ele tem, então, a chance de voltar a fazer algo que não faz há muito tempo: comandar um grupo de homens na demarcação das faixas de sinalização de uma estrada pouco movimentada.

O interessante do filme está na relação criada por esses homens e nas diferenças entre eles. Diferente do que circunda a história, como em um road movie que se desenvolve na velocidade do trabalho executado, há nas conversas à beira da fogueira e no modo como as atividades são coordenadas e desenvolvidas a construção de um universo curioso e cheio de significado.

Muito por causa das atuações de Damián Alcázar (El infierno) como o encarregado e de seu grupo de homens formado por Joaquín Cosio (Pastorela – Uma Peça de Natal), o grandalhão de bom coração; Silverio Palacios (A Lenda do Zorro), o artista de circo divertido; Gustavo Sánchez Parra (A Ditadura Perfeita), o esquisito calado, e Américo Hollander (La vida después), o jovem cabeça de vento. É impressionante como como filme cresce durante a interação dessas personalidades.

Mas existe toda uma vontade de tocar o espectador que parece ignorar onde está a força do filme e, principalmente nas cenas fora da estada, perde a mão e o foco, tentando se justificar o tempo todo e se deixando levar pela facilidade de explicações excessivas e repetições de imagens aleatórias.

Não deixa de ser um road movie curioso, mas seria muito mais interessante se se dedicasse mais ao comportamento e acreditasse na força de sua história.

Um Grande Momento:
Sem caminhonete.

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