(Nie yin niang, TWN/CHN/HKG/FRA, 2015)

Drama
Direção: Hou Hsiao-Hsien
Elenco: Chen Chang, Qi Shu, Yun Zhou, , Dahong Ni, Mei Yong, Zhen Yu Lei, Nikki Hsin-Ying Hsieh, Ethan Juan, Sheu Fang-yi, Jacques Picoux
Roteiro: Xing Pei (conto), Cheng Ah, Chu T’ien-wen, Hou Hsiao-Hsien, Hsieh Hai-Meng
Duração: 105 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Com dramas como Mestre das Marionetes, Bons Homens, Boas Mulheres, Três Tempos e A Viagem do Balão Vermelho em sua filmografia, foi com uma certa ansiedade e curiosidade que se recebeu a notícia de que Hou Hsiao-Hsien filmaria um longa-metragem de artes marciais. A Assassina levou o prêmio de melhor realizador na edição passada de Cannes, mas sua recepção não foi exatamente aquela esperada.

O filme se passa no século VII e conta a história de uma assassina profissional treinada pelos melhores mestres da China. Depois de fracassar em uma missão, ela precisa comprovar que superou sua limitação sentimental matando seu próprio primo, com quem deveria casar-se tempos atrás.

Com um visual estonteante, que sempre valoriza as cores e a luz na composição dos já conhecidos longos planos do diretor chinês, o longa-metragem sofre de desacertos tanto com o gênero, como com a escolha narrativa de Hsao-Hsien.

Para um filme de artes marciais, ele é lento demais e não consegue encontrar nas batalhas, coreografadas sem muita extravagância, algo que o sustente como tal. Para um drama, que prefere personalizar as situações e manter a trama subentendida, falta o envolvimento e a curiosidade com aquilo que se estabelece.

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Com poucos estímulos, o espectador precisa se esforçar para manter a conexão com toda a trama que se desenrola na tela. São muitas minúcias, muitas coisas não ditas e um jogo constante de completar as lacunas que, contraposto ao ritmo lento e pouco envolvente, acaba prejudicado.

O problema é agravado pelas interpretações pouco inspiradas, bastante destacadas pela forma com que Hsiao-Hsien determina o curso de seu filme, com as atenções sempre voltadas aos indivíduos. É com os personagens que o diretor constrói sua história.

Com problemas, A Assassina ganha espaço pela inovação na narrativa, mesmo que esta não funcione completamente, e por seu visual, realmente inspirado. Cansativo, mas bonito de se ver.

Um Grande Momento:
A primeira morte.

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