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Tudo é possível em Hollywood

Por Cecilia Barroso

Chega aos cinemas o filme que rendeu o Oscar de melhor atriz à Sandra Bullock. Com cara de telefilme, a história contada é a de Michael Oher, destaque no futebol americano após ser adotado por uma família rica.

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10%

Bem temperado

Por Cecilia Barroso

A variedade cultural da Alemanha dá o tom na primeira comédia do diretor Faith Akin. A leveza do filme conquista e deixa o espectador mais leve.

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90_minutos

Presos na ilha

Por Cecilia Barroso

Com toques do bom cinema noir, Ilha do Medo, que estréia hoje nos cinemas, é um daqueles suspenses cheios de tensão psicológica e reviravoltas. Aproveite a viagem!

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Avatar

Vencedores do Oscar 2010

Por Cenas de Cinema

Em uma noite mais entediante do que animada a Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood anunciou os melhores do ano. E Guerra ao Terror foi o grande vencedor da noite.

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Oscar 2010

Framboesa de Ouro 2010

Por Cenas de Cinema

O Troféu Framboesa de Ouro chega à sua 30ª edição. Além de premiar os piores do ano, também foram escolhidos os piores da década. E Sandra Bullock cumpriu a promessa, foi receber seu prêmio.

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Sandra Bullock e a Framboesa de Ouro

Origens do mal

Por Cecilia Barroso

Com Fita Branca, Michael Haneke tenta descobrir quem foram as crianças que viraram os adultos nazistas da Segunda Guerra e de onde podem ter tirado tanto ódio e intolerância.

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Fita Branca

Amor de Mãe

Por Cecilia Barroso

Sensibilidade e ação se misturam no drama sul-coreano Mother para contar a história de uma mãe que não mede esforços e nem consequências para salvar seu único filho.

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Mother

A guerra é uma droga

Por Cecilia Barroso

Depois do lançamento espalhafatoso no mercado nacional direto em dvd, chega aos cinemas Guerra ao Terror, retrato duro da influência da guerra na vida de seus soldados.

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Guerra_terror

O Segredo dos Seus Olhos

(El secreto de sus ojos, ARG/ESP, 2009)

Aproveitando a onda dos filmes pré-selecionados para o Oscar, vou publicar o texto que escrevi sobre o novo filme de Campanella durante o Festival do Rio de 2009.

Misturar a sensibilidade de uma história de amor com a violência de um assassinato e a amargura de uma vingaça é, de cara, uma experiência arriscada. Mas nem tanto para alguém como o diretor Juan José Campanella, que tem o dom de trabalhar com histórias delicadas e sensíveis, como bem demonstrado em O Filho da Noiva.

Depois de uma temporada dirigindo episódios de séries populares nos Estados Unidos como Law & Order e House, o diretor argentino volta às telonas com a história de um funcionário da justiça aposentado, Benjamín Esposito, que tenta agitar sua vida de alguma maneira e, para isso, resolve escrever a história de um assassinato acontecido 25 anos antes, no qual trabalhou como uma espécie de investigador. O crime, cometido com requintes de crueldade, ocupa a vida de Esposito, e se mistura ao grande amor de sua vida.


O mais interessante do filme é ver como todas as passagens, por mais distantes que sejam, estão interligadas na vida de Esposito e se misturam umas com as outras. Como vemos o filme atráves do livro que está sendo feito, é inevitável entrar na brincadeira do diretor e nunca ter certeza sobre qual parte da história aconteceu realmente e qual é uma licença poética, resultado da criatividade daquele que a escreve.

O resultado final é uma surpreendente mistura de violência e paixão e se tem como maestro Campanella, nada melhor do que Ricardo Darín, uma constante nos filmes do diretor, para dar vida ao personagem principal e trazer à tona todas as suas nuances. É a expressão frustrada e travada deste homem, que cuida do amigo alcóolatra e do pai idoso e não sabe lidar com tudo o que sente por sua chefe, responsável por muito da ligação do público com tudo que está prestes a ver e descobrir.

Claro que depois da temporada em contato com mais de quinze realizações televisivas policiais nos EUA, uma ou outra facilidade de roteiro, típicas do cinema estadunidense, acabam acontecendo e algumas definições de cena parecem vir diretamente dos seriados. Mas o clima sobrevive e o conjunto da obra consegue seguir sem problemas e, mais, de uma maneira tão envolvente que o filme se torna irrestível.

O elenco muito afinado chama a atenção, assim como a trilha sonora não invasiva, que não tenta conduzir os sentimentos dos espectadores o tempo todo. Outro ponto alto é a montagem, que consegue fazer boas transições entre o passado e o presente.

Uma boa pedida para os que gostam de filmes de suspense e para os que adoram histórias românticas.

Um Grande Momento

Irene lê o final da história.



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Suspense
Direção: Juan José Campanella
Elenco: Ricardo Darín, Soledad Villamil, Pablo Rago, Javier Godino, Guillermo Francella, José Luis Gioia, Carla Quevedo
Roteiro: Eduardo Sacheri (romance), Juan José Campanella
Duração: 127 min.
Minha nota: 9/10

Oscar 2010: Pré-selecionados para melhor filme estrangeiro

Esta semana a Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood divulgou os nove títulos pré-selecionados para disputar uma das cinco vagas ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Como já se sabe o Brasil, com o seu representante Salve Geral, não foi um dos selecionados. Nada que surpreenda muito, já que o filme não é lá essas coisas e fica ainda pior quando comparado aos que competiam com ele por uma vaga. Mas sobre isso, deixo um post do Ricardo Calil.

Os nove selecionados foram:

A Fita Branca (Das weisse Band/ALE), de Michael Haneke

Grande favorito ao título depois de levar a Palma de Ouro em Cannes e o Globo de Ouro de Filme Estrangeiro, A Fita Branca foi exibido nos principais festivais internacionais do Brasil, como Festival do Rio, Mostra de São Pauo e FIC Brasília.

Com uma fotografia maravilhosa, o filme vai buscar as raízes do nazismo e expõe uma geração superexposta à intolerância e à ausência de comunicação. Uma daquelas experiências marcantes que ficam na cabeça de quem o assiste por muito tempo.

O Segredo dos seus olhos (El secreto de sus ojos/ARG), de Juan José Campanella

Novo filme de Juan José Campanella foi exibido no Festival do Rio e é mais uma prova da capacidade do seu diretor em tratar qualquer assunto com uma delicadeza impar.

O filme fala de um investigador judiciário que decide retornar a um dos casos do seu passado, um estupro seguido de morte, e acaba revendo suas atitudes também na vida particular e foi um dos meus preferidos na maratona de festivais de 2009.

Samson & Delilah (AUS), de Warwick Thornton

Presente na programação da 33ª Mostra de São Paulo, Samson & Delilah é tocante, envolvente e delicado ao contar a história de dois adolescentes aborígenes da Austrália que, depois de uma tragédia, resolvem encarar o desconhecido mundo juntos.

The World is Big and Salvation Lurks around the Corner (Svetat e golyam i spasenie debne otvsyakade/BGR), de Stephan Komandarev

Ainda inédito no Brasil, o filme búlgaro fala de um jovem que perdeu sua memória e, para recuperá-la parte junto com seu avó em uma viagem pelos lugares de sua vida. Entre as muitas visitas, os dois estão sempre jogando uma partida de gamão.

Kelin (Kelin/KAZ), de Ermek Tursunov

Também inédito no Brasil, o representante do Cazaquistão traz, em lindas imagens e sem nenhum diálogo, a bela história do amor de uma jovem que tem que aprender a viver uma vida para a qual nunca esteve preparada.

Um Profeta (Un prophète/FRA), de Jacques Audiard

Selecionado para Cannes o filme francês Um Profeta tem dado o que falar por aí. A maior parte da história acontece dentro de uma prisão onde Malik el Djebena é condenado a passar seis anos de sua vida. Uma vez lá dentro ele é escolhido para assassinar um dos outros presos e isso lhe dá algum status.

Winter in Wartime (Oorlogswinter/NLD), de Martin Koolhoven

Sucesso absoluto de público em seu país, a Holanda, Winter in Wartime volta à Segunda Guerra Mundial ao contar a história de um garoto que tenta ajudar a Resistência.

Ajami (ISR), de Scandar Copti e Yaron Shani

Ajami, filme sobre as gangues juvenis de Israel e toda a situação de corrupção local, levou sete anos para ficar pronto. Com atores inexperientes e apostando na estrutura fragmentada, o resultado final tem recebido elogios da crítica especializada.

A Teta Assustada (La teta asustada/PER), de Claudia Llosa

O único entre os selecionados que já estreiou no circuito brasileiro foi o Peruano A Teta Assustada. Ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim do ano passado, o filme trata das marcas que a violência pode deixar tanto nas mulheres como na sociedade.

O anúncio dos cinco finalistas acontece junto com o das outras categorias, no dia 02 de fevereiro às 10h30. A cerimônia do Oscar está marcada para o dia 7 de março, no Teatro Kodak.

Só Dez Por Cento É Mentira

(Só Dez Por Cento É Mentira, BRA, 2008)

“... poesias, a poesia é

- é como a boca
dos ventos
na harpa

nuvem
a comer na árvore
vazia que
desfolha a noite

raíz entrando
em orvalhos...

floresta que oculta
quem aparece
como quem fala
desaparece na boca

cigarra que estoura o
crepúsculo
que a contém

o beijo dos rios
aberto nos campos
espalmando em álacres
os pássaros

- e é livre
como um rumo
nem desconfiado...”


Há poesias e poetas que conseguem transcender e transfigurar tudo aquilo que conhecemos e pensamos do mundo. Assim é Manoel de Barros e seu mundo encantado, criado a lápis em bloquinhos de papel que ele mesmo prepara com todo capricho.

Suas histórias versadas têm cores, sabores e odores verdadeiros, ainda que impressas em preto e branco. A magia de suas palavras contamina até as mentes mais quadradas e preguiçosas e vai buscar a beleza da vida que teimamos em não enxergar.

Em sua invenção e desinvenção da realidade, Manoel de Barros foi trilhando seu caminho. Tardiamente descoberto, depois que Millôr Fernandes publicou seu trabalho, ele vem enchendo o vazio sem graça da vida daqueles que têm o prazer de conhecer uma poesia sua.

Ele é tanto e tão importante para aqueles que o conhecem (e que ainda vão conhecer) que merecia mesmo um documentário. Mas como fazê-lo sem estragar sua poesia? Como chegar ao fundo deste auto-denominado "vagabundo profissional" que se recusa a dar entrevistas? Como entender o seu mundo e mostrar as coisas através de seus olhos?

A tarefa impossível encontrou alguns teimosos muito dedicados pelo caminho e chega agora aos cinemas do Rio e de São Paulo o belíssimo documentário Só Dez Por Cento É Mentira.

Narrado pelo diretor Pedro Cezar; cheio de depoimentos interessantes de fãs, estudiosos, amigos e familiares e a participação do próprio autor, o filme consegue nos levar para dentro daquele universo mágico.

Trechos de poesias, escritos e não recitados – o que ficou muito bem no resultado final – são misturados a visualizações dos sentimentos presentes na obra do poeta. Com fotografia de Stefan Hess e direção de arte de Marcio Paes, as imagens, todas muito bem pensadas, são muito mais do que aquilo que simplesmente vemos e conseguem trazer esses detalhes que insistimos em não perceber. A experiência sensorial se completa com a trilha sonora de Marcos Kuzca.

O risco assumido de fazer um documentário sobre poesia em um país que não está acostumado a ler valeu a pena não só para saciar a curiosidade daqueles que já conheciam a obra de Manoel de Barros mas pouco sabiam sobre ele. O encantamento contamina também aqueles que nada sabiam sobre o assunto e, se bobear, até aqueles que não gostam de nada escrito em versos.

Tudo tão mágico e lindo que é difícil sair da sala de projeção e não sair correndo para ler mais alguma coisa escrita pelo criador do “idioleto manoelês” e da “fivela de prender silêncio”.

O Rodrigo Strieder, meu filho e crítico mirim aqui do Cenas de Cinema, também esteve presente na sessão para a imprensa. Depois de um tempo calado, comentou empolgado sobre as poesias que acabara de conhecer. “Olha, mãe: 'ontem choveu no futuro'... eu não entendi nada dessa frase, mas hoje eu aprendi que a gente não precisa entender pra ela ser linda.”

Acho que não preciso dizer mais nada.

“Que é sua poesia?
Os nervos do entulho
Difícil de entender é sua poesia
Para entender temos dois caminhos:
o da sensibilidade que é o entendimento do corpo;
e o da inteligência que é o entendimento do espírito.
Eu escrevo com o corpo.
Poesia não é para compreender,
mas para encorporar.
Entender é parede;
procure ser uma árvore.
Pedras fazem verso?”

Um Grande Momento

Tudo que Manoel diz.



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Documentário
Direção: Pedro Cezar
Roteiro: Pedro Cezar
Duração: 80 min.
Minha nota: 9/10

Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos

(Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, BRA, 2009)

Depois de se firmar como roteirista com sucessos de público como Amores Possíveis e Pequeno Dicionário Amoroso, Paulo Halm resolve trazer sua experiência para trás das câmeras e lança seu primeiro longa-metragem.

Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos conta a história de Zeca, um cara de 30 anos que não consegue fazer nada da vida. Com dinheiro fácil, fruto de uma herança deixada pela mãe; um livro incompleto, ainda que haja talento para terminá-lo bem, e uma bela mulher ao seu lado, ele recusa-se a amadurecer e gasta todo o tempo que tem queixando-se da vida, como se ela fosse injusta com ele e não o contrário.

Acontece que se ele está bem assim, o mesmo não pode ser dito das pessoas que o cercam. Seu pai não tem mais a mínima paciência com ele e sua mulher, Julia, já faz tempo que não o respeita. Tanto que não deixa de viver uma experiência romântica fora do casamento com outra mulher, a argentina Carol.

A história debochada do triângulo amoroso funciona bem com a moldura do Rio de Janeiro e com um jeito bem carioca de seus personagens, sempre presente por mais diferentes que eles sejam entre si.

O roteiro bem amarrado lembra outros de Halm, ainda que seja mais completo do que seus antecessores do mesmo gênero e consiga se aproveitar mais do sarcasmo e da ironia. Muito, claro, por causa do elenco escolhido que dá vida a personagens palpáveis e facilmente identificáveis pela vida afora.

Caio Blat consegue tornar charmoso o irritante Zeca, mesmo com todas as suas chatices e o desejo de dar uma surra de chinelo que causa. A Júlia de Maria Ribeiro, mulher do ator na vida real, não fica atrás e convence como a mulher independente que sabe bem onde quer chegar.

Quem se destaca também é Luz Cipriota, a belíssima atriz argentina que dá vida à fogosa e interessante Carol, e Daniel Dantas, excelente como o frustrado pai de Zeca.

Uma interessante trilha sonora e todas as cores da direção de arte de Renata Pinheiro e da fotografia de Nonato Estrela ajudam a atrair o público para dentro dessa história que, apesar de seus exageros e muita liberdade, fala de uma juventude apática. Como o protagonista, são vários os que, estacionados no mesmo lugar, esperam as coisas cair do céu como milagres e que gostam de perder tempo vestindo a couraça de vítima e sair reclamando de tudo o tempo todo.

Um filme leve, divertido e despreocupado que conquista sem muito esforço. Uma excelente pedida para aqueles que dizem que o cinema nacional fala sempre sobre o mesmo tema conhecerem um outro lado da produção brasileira.

Um Grande Momento

A primeira noite com Carol.





Comédia
Direção: Paulo Halm
Elenco: Caio Blat, Maria Ribeiro, Luz Cipriota, Daniel Dantas, Lucia Bronstein
Roteiro: Paulo Halm
Duração: 90 min.
Minha nota: 7/10

Resultado do 67º Globo de Ouro - 2010

No dia útlimo dia 17 foram anunciados os vencedores do 67º Globo de Ouro, premiação realizada pela Hollywood Foreign Press Association (associação da imprensa estrangeira de Hollywood).

O prêmio é considerado por muitos como a prévia do Oscar, então se você quer saber em quem apostar vale dar uma olhada na lista abaixo (que inclui somente os premiados na área cinematográfica).

Troféu Cecil B. DeMille

Martin Scorsese recebeu o troféu Cecil B. DeMille pelo conjunto de sua obra, que foi entregue por dois de seus atores favoritos: Robert De Niro e Leonardo DiCaprio.

Melhor animação

Melhor atriz coadjuvante
  • Penelope Cruz - Nine
  • Vera Farmiga - Amor sem Escalas
  • Anna Kendrick - Amor sem Escalas
  • Mo'Nique - Preciosa
  • Julianne Moore - A Single Man
Melhor canção original
  • "Cinema italiano" (Maury Yeston), de Nine
  • "I want to come home" (Paul McCartney), de Everybody's Fine
  • "I see you" (James Horner e Simon Franglen), de Avatar
  • "The weary kind" (Ryan Bingham), de Crazy Heart
  • "Winter" (U2), de "Entre Irmãos"
Melhor trilha sonora original
  • Michael Giacchino - Up - Altas Aventuras
  • Marvin Hamlisch - O Desinformante
  • James Horner - Avatar
  • Abel Korzeniowski - A Single Man
  • Karen O, Carter Burwell - Onde Vivem os Monstros
Melhor atriz - musical ou comédia
  • Sandra Bullock - A Proposta
  • Marion Cotillard - Nine
  • Julia Roberts - Duplicidade
  • Meryl Streep - Simplesmente Complicado
  • Meryl Streep - Julie & Julia
Melhor roteiro
Melhor filme estrangeiro
  • Baaria, de Giuseppe Tornatore
  • Abraços Partidos, de Pedro Almodóvar
  • La nana, de Sebastián Silva
  • Um Profeta, de Jacques Audiard
  • A Fita Branca, de Michael Haneke
Melhor ator coadjuvante
  • Matt Damon - Invictus
  • Woody Harrelson - The Messenger
  • Christopher Plummer - The Last Station
  • Stanley Tucci - Um Olhar do Paraíso
  • Christoph Waltz - Bastardos Inglórios
Melhor direção
Melhor filme musical ou comédia
Melhor atriz - drama
  • Emily Blunt - The Young Victoria
  • Sandra Bullock - The Blind Side
  • Helen Mirren - The Last Station
  • Carey Mulligan - Educação
  • Gabourey Sidibe - Preciosa
Melhor ator - musical ou comédia
  • Matt Damon - O Desinformante
  • Daniel Day-Lewis - Nine
  • Robert Downey Jr. - Sherlock Holmes
  • Joseph Gordon-Levitt - (500) Dias com Ela
  • Michael Stuhlbarg - Um Homem Sério
Melhor ator - drama
  • Jeff Bridges - Crazy Heart
  • George Clooney - Amor sem Escalas
  • Colin Firth - A Single Man
  • Morgan Freeman - Invictus
  • Tobey Maguire - Entre Irmãos
Melhor filme drama

Avatar

(Avatar, EUA/GBR, 2009)

Há filmes que fazem a gente voltar às nossas primeiras experiências cinematográficas, como se não conhecêssemos nada daquilo que estamos prestes a ver, ainda que já tenhamos estado várias horas dentro de outras salas escuras. Avatar é uma dessas aventuras, uma maneira completamente diferente de embarcar em uma viagem audiovisual.

Mesmo depois de toda propaganda, de todos os comentários e até das primeiras sessões, o novo título de James Cameron é uma viagem tão impressionante que consegue fazer a gente se sentir como estreantes no cinema.

Ainda que já conhecesse o 3D e até mesmo o IMAX, não esperava ser realmente envolvida pelas imagens da maneira como Cameron conseguiu fazer. Tudo foi calculado nos mínimos detalhes, o som, as cores e cada objeto, por menor que seja, tem sua importância visual avaliada e reavaliada em cada quadro.

O mundo de Pandora, inspirado em imagens e histórias que já conhecemos, mas criado especificamente para o filme, também impressiona e não só pelas técnicas utilizadas. Todo a flora e a fauna do lugar são sensacionais, assim como a história que justifica a coabitação entre as espécies humana e Na'vi, ainda que seja previsível.

No ano 2154, Jake Sully assume o lugar de seu irmão gêmeo recém falecido no projeto de exploração do planeta Pandora. Lá ele tem que, através de seu avatar, se relacionar com os nativos do lugar, os Na'vi, seres azuis e com mais de três metros de altura.

Ainda que sejam vistos como selvagens pelos humanos que querem explorar um valioso mineral do subsolo do planeta, esses alienígenas são muito evoluídos e têm uma forte conexão com a natureza. Jake descobre isso ao se aproximar de Neytiri, a filha do líder da sua tribo.

Com toques que lembram outros personagens e relações de outros filmes do diretor e um quê de Pocahontas, ou qualquer outra narrativa sobre exploração/colonização e imbecilidade humana, o público acaba experimentando novas sensações mas sem se distanciar de outras coisas tão presentes na vida de cada um.

Porém, nem mesmo todo o visual e a familiaridade com os temas tratados consegue esconder os problemas do roteiro frouxo, meio perdido e recheado de clichês. Até algumas passagens potencialmente interessantes acabam perdendo pontos com a falta de conexão entre algumas situações.

O ponto fraco não é nenhuma novidade na carreira do diretor, que quem sabe por já ter uma consciência da deficiência, não poupe esforços na hora de criar efeitos especiais de tirar o fôlego, abuse da ação, ou faça de tudo para encher os olhos de qualquer um com imagens que ainda não sabemos estar preparados para ver. E ninguém pode falar que ele não sabe fazer isso.

Além da história, seus problemas e dos efeitos especiais, está um grupo de atores que não pode ser esquecido e embarcou de cabeça na viagem de Cameron. O que mais se destaca é Sam Worthington, que chamou a atenção ao viver o dúbio Marcus Wright em Exterminador do Futuro – Salvação, e dá vida a Jake Sully. Ao contrário do que possa parecer, ele não se perde atrás dos grandes olhos amarelos e da pele azul de seu avatar que, resultado de muita computação gráfica, ainda depende da atuação do ator inglês.

No final das contas, as qualidades se equilibram com as falhas e o filme não é tão ruim quanto poderia ser e nem tão bom como andam alardeando por aí, mas conquista por permitir a imersão completa de sua platéia em um mundo cuidadosamente criado e cheio de imagens impressionantes e imponentes.

Fica além até de sua mensagem ecológica e da referência a recentes governos estadunidenses. Diverte, entretém e cria uma maneira nova de ver filmes, ajudando contra a pirataria e a dispersão que anda tão frequente nas salas de cinema de hoje em dia.

Um Grande Momento

A batalha em que os Na'vi enfrentam as máquinas humanas com suas próprias armas dá um aperto no coração.

Poster do filme
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Ação/Ficção Científica
Direção: James Cameron
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Joel Moore, Giovanni Ribisi, Michelle Rodriguez
Roteiro: James Cameron
Duração: 162 min.
Minha nota: 8/10

Ganhe Ingressos para a pré-estréia de O Homem Que Engarrafava Nuvens

Promoção Encerrada

No próximo dia 15 de janeiro estréia o documentário musical O Homem Que Engarrafava Nuvens. Dirigido por Lírio Ferreira, o filme conta a história de um dos mais importantes compositores da música popular brasileira e conquistou as platéias de todos os festivais dos quais participou.

O Cenas de Cinema, em parceria com a Núcleo da Idéia, irá sortear três pares de ingressos para a pré-estréia no Rio de Janeiro, dia 11, e mais três para São Paulo, no dia 12*.

Para participar, basta responder à pergunta quem é o homem de terno branco reverenciado pelos grandes artistas da MPB?

A resposta com o nome do homem que engarrafava nuvens deve ser enviada até às 10h de domingo (10) para o email promocao@cenasdecinema.com. ou como DM (direct message) para o twitter @CenasdeCinema. O resultado com os seis ganhadores será divulgado no mesmo dia**.

Os vencedores para a pré-estréia de São Paulo são Samantha Spilla, Fernanda Peduto e Léo Freitas, que em breve receberão email indicando como usar o prêmio. Bom filmes para vocês.



* A sessão do Rio acontece no dia 11 no Unibanco Artplex - Sala 1, às 21h30. A de São Paulo, no dia 12 no Espaço Unibanco Augusta - Sala 1, no mesmo horário.
** O sorteio será realizado via random.org.

7º Encontro do Público com o Cinema Brasileiro

O Santander Cultural promove em Porto Alegre a sétima edição da mostra de cinema que faz um apanhado geral dos títulos nacionais estreados no último ano. As sessões fazem parte do projeto O Verão É Aqui e acontecem até o dia 28 de fevereiro.

Ao todo são 16 longas e cinco curta-metragens e as apresentações acontecem em três horários:

6 a 10 de janeiro
15h00 Patativa do Assaré - Ave poesia (Rosemberg Cariry)
17h00 Manhã transfigurada (Sérgio de Assis Brasil)
19h00 Fogo (Hique Montanari) + Filmefobia (Kiko Goifman)

12 a 14 de janeiro
15h00 Fogo (Hique Montanari) + Filmefobia (Kiko Goifman)
17h00 Loki - Arnaldo Baptista (Paulo Fontenelle)
19h00 Loki - Arnaldo Baptista (Paulo Fontenelle)

15 de janeiro
19h00 No meu lugar (Eduardo Valente)
Sessão Comentada com o diretor

15 a 21 de janeiro
15h00 No meu lugar (Eduardo Valente)
17h00 No meu lugar (Eduardo Valente)
19h00 No meu lugar (Eduardo Valente)

22 a 28 de janeiro
15h00 No meu lugar (Eduardo Valente)
17h00 O milagre de Sta. Luzia (Sergio Roizenblit)
19h00 Palavra (en)cantada (Helena Solberg)

29 de janeiro a 4 de fevereiro
15h00 A festa da menina morta (Matheus Nachtergaele)
17h00 Descobrindo (Waltel Alessandro Gamo) + Deserto Feliz (Paulo Caldas)
19h00 Aos pés (Zeca Brito) + Se nada mais der certo (José Eduardo Belmonte)

5 a 11 de fevereiro
15h00 A mulher do meu amigo (Cláudio Torres)
17h00 Um homem de moral (Ricardo Dias)
19h00 Sobre um dia qualquer (Leonardo Remor) + Quanto dura o amor? (Roberto Moreira)

23 a 28 de fevereiro
15h00 Loki - Arnaldo Baptista (Paulo Fontenelle)
17h00 Besouro (João Daniel Tikhomiroff)
19h00 De volta ao quarto 666 (Gustavo Spolidoro) + Moscou (Eduardo Coutinho)

O prédio do Santander Cultural fica na Rua Sete de Setembro, 1028 , na Praça da Alfândega e os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Funcionários do Santander tem acesso gratuito à programação.

Bromance: quando a amizade entre eles parece outra coisa

Não tem nada a ver com o recente filme de Aluísio Abranches. Bromance é aquela amizade entre dois homens muito chegados, popularmente chamados de brothers, que muitas vezes pode ser confundida com um romance.

Ainda que vários momentos lembrem um casamento ou namoro homossexual, o sexo não existe entre esses dois caras e o que se vê é muito mais uma relação fraternal do que qualquer outra coisa.

No cinema, depois de Eu Te Amo, Cara!, o termo vem se popularizando e hoje é usado para definir tanto relações como a do filme de John Hamburg estrelado por Paul Rudd e Jason Segel, como aquelas em que dois amigos tão chegados quanto resolvem usar o preconceito e o comentário geral para tirar proveito da situação, como no título australiano Estranha Amizade.

Mas os bromances são mais antigos do que isso. Em 1968 chegava aos cinemas a adaptação de uma bem sucedida peça da Broadway sobre dois amigos que são obrigados a conviver sob o mesmo teto. Um Estranho Casal, escrito por Neil Simon e adaptado por ele, contava a história do divertido "casal" Oscar e Felix, vividos por Walter Matthau e Jack Lemmon, respectivamente.

Um Estranho Casal

Quando Felix é mandado embora de casa pela esposa e tenta, sem sucesso, acabar com sua vida, os amigos do pôquer resolvem fazer alguma coisa por ele. Como Oscar é o mais chegado e mora sozinho, resolve convidar o desiludido para morar com ele.

Como acontece com qualquer casal que resolva morar junto, as diferenças entre os dois não param de crescer. O que só incomodava um pouquinho, se torna intragável e o que parecia bom no início, vira um grande problema, mas não deixa de ser engraçado para aqueles que vêem tudo do lado de fora da relação.

Sem dúvida, são os diálogos os pontos mais altos do filme. Neil Simon, com seu texto ágil, sabe como trabalhar o humor sem ser cansativo e nem repetitivo. Junto com o texto vêm as atuações. Lemmon e Matthau desenvolvem seus exagerados personagens com tanta naturalidade que fica difícil não acreditar no que vemos e mais, não se identificar com os dois e torcer para que tudo se acerte.

Além do trabalho individual, a química entre os dois atores, aqui em seu segundo trabalho juntos, também é impressionante e funciona tão bem que a parceria voltou a se repetir outras vezes nas telonas.

Com a dupla de atores e um texto afinado, o possível incômodo causado pela "cara de peça filmada" praticamente desaparece e todas as atenções ficam mesmo voltadas para o desenvolvimento da divertida relação entre Felix e Oscar, suas mudanças naturais e as muitas cobranças de ambas as partes.

Mesmo que seja um filme da década de 60, o assunto não enfraquece com o tempo e promete divertir espectadores de várias idades.

(The Odd Couple, EUA, 1968)
Comédia
Direção: Gene Saks
Elenco: Jack Lemmon, Walter Matthau, John Fiedler, Herb Edelman, David Sheiner, Monica Evans, Carole Shelley
Roteiro: Neil Simon
Duração: 105 min.
Minha nota: 8/10


Um Grande Momento

"Eu tenho que conviver com a Mary Poppins todos os dias".

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Estranha Amizade

Enquanto alguns amigos, como Felix e Oscar, passam por situações que lembram muito um casamento homossexual, outros inventam que aquilo que vivem é realmente um casamento para obter algumas vantagens pessoais.

Ralph e Vince são moradores de uma pequena cidade da Austrália, onde todos se conhecem e acabam fingindo que tem um relacionamento gay para conseguir um benefício do governo e assim pagar menos imposto de renda.

Ainda que não tenham nenhum trejeito, os dois se esforçam para convencer as autoridades e acabam procurando ajuda do afeminado cabelereiro do lugar, além de fazer uma pesquisa de campo pelas boites de Sidney.

Só por ter o antigo Crocodilo Dundee na pele de um dos "maridos", o filme desperta curiosidade. O bom roteiro consegue resistir a quase todas as fáceis piadas preconceituosas e também ajuda bastante.

Claro que algumas passagens são forçadas e outras gratuitas, mas a trama se desenvolve de maneira tão eficiente, tão interessante, que fica difícil resistir. Muito vem da ingenuidade de situações, como quando os amigos bombeiros começam a desconfiar da proximidade dos dois camaradas ou quando os dois protagonistas divagam sobre a vida gay que teriam. Hoje em dia é tudo tão escrachado e apelativo que sutilezas assim fazem a diferença.

Mesmo com seus defeitos, no final das contas, o programa vale a pena. E as boas risadas vêm acompanhadas de uma mensagem bonitinha sobre amizade e tolerância.

(Strange Bedfellows, AUS, 2004)
Comédia
Direção: Dean Murphy
Elenco: Michael Caton, Paul Hogan, Alan Cassell, Paula Duncan, Roy Billin, Michael Carman, Pete Postlethwaite
Roteiro: Stewart Faichney, Dean Murphy
Duração: 100 min.
Minha nota: 7/10


Um Grande Momento


Burt Reynolds.

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Eu os Declaro Marido e... Larry


Misturando as mudanças do dia-a-dia de Um Estranho Casal e a conveniência (e outros detalhes) de Estranha Amizade a uma quantidade significativa de grosseria e humor fácil chegamos a Eu os Declaro Marido e... Larry.

Depois da morte da esposa, o bombeiro Larry precisa regularizar sua situação junto ao fundo de pensões para que seus filhos estejam protegidos caso alguma desgraça acontece. Para não perder tempo com toda a burocracia, ele é aconselhado a se casar com alguém que conheça muito. O escolhido é o seu melhor amigo, o também bombeiro e mulherengo Larry.

Como era de se esperar, investigadores são enviados para checar se a história do casamento é verídica e o novo casal tem que transmitir muita intimidade.

Com Adam Sandler encabeçando o elenco e seu antigo bromance, o sempre péssimo Rob Schneider, em uma ponta não poderia ser muito diferente. Nem mesmo a presença de Kevin James consegue amenizar as coisas.

Uma ou duas piadas se salvam e garantem alguma diversão, mas é preciso paciência para suportar toda grosseria, preconceito, machismo e os inúmeros "trocadalhos do carilho" que permeiam o roteiro.

A trilha sonora, ponto alto de quase todos os filmes com Sandler, é cheia de clássicos gays e é deliciosa.

Daqueles filmes para se ver quando não há outra opção e sem pensar muito.

(I Now Pronounce You Chuck & Larry, EUA, 2007)
Comédia
Direção: Dennis Dugan
Elenco: Adam Sandler, Kevin James, Jessica Biel, Dan Aykroyd, Ving Rhames, Steve Buscemi
Roteiro: Barry Fanaro, Alexander Payne, Jim Taylor, Lew Gallo
Duração: 115 min.
Minha nota: 5/10


Um Grande Momento


A discussão em cima do telhado.

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Submarino

O Dia da Transa

Diferente dos filmes anteriores ninguém em O Dia da Transa quer forjar um casamento gay. No fundo, os dois amigos querem se auto-conhecer, mas não entendem muito bem isso. Sem os elementos já destacados, o bromance dos dois aparece mais bem delineado na trama e mais próximo ao real também.

Ben é casado e vive sua vida de maneira bem quadrada e convencional. Andrew é porra louca, vive entre gente que já experimentou de tudo na vida e se sente um pouco peixe fora d'água. Depois de um tempo sem se ver, os dois se reencontram e em uma festa, depois de alguns vinhos e baseados decidem inovar a arte pornô e se propõe a fazer o primeiro filme gay entre dois caras héteros.

A falta de sentido da história é um dos atratativos do longa que brinca o tempo todo com a expectativa daqueles que o assistem. Olhares, gestos e frases são trabalhados para manter o suspense até os momentos finais.

Com boas atuações de Mark Duplass, Joshua Leonard e Alycia Delmore o filme flui fácil e ganha um charme adicional com o visual experimental/indie adotado, mas acaba se enrolando em si mesmo ao prolongar demais o que já estava esgotado.

Muito mais um filme sobre duas pessoas que têm a sorte de ter uma amizade tão entregue do que sobre o relacionamento dos dois.

A mensagem é interessante e a experiência também, pena que não consegue terminar como começou.

(Humpday, EUA, 2009)
Comédia
Direção: Lynn Shelton
Elenco: Mark Duplass, Joshua Leonard, Alycia Delmore
Roteiro: Lynn Shelton
Duração: 94 min.
Minha nota: 6/10



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"BEN! BEN!"

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