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Presos na ilha

Por Cecilia Barroso

Com toques do bom cinema noir, Ilha do Medo, que estréia hoje nos cinemas, é um daqueles suspenses cheios de tensão psicológica e reviravoltas. Aproveite a viagem!

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Avatar

Vencedores do Oscar 2010

Por Cenas de Cinema

Em uma noite mais entediante do que animada a Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood anunciou os melhores do ano. E Guerra ao Terror foi o grande vencedor da noite.

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Oscar 2010

Framboesa de Ouro 2010

Por Cenas de Cinema

O Troféu Framboesa de Ouro chega à sua 30ª edição. Além de premiar os piores do ano, também foram escolhidos os piores da década. E Sandra Bullock cumpriu a promessa, foi receber seu prêmio.

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Sandra Bullock e a Framboesa de Ouro

Origens do mal

Por Cecilia Barroso

Com Fita Branca, Michael Haneke tenta descobrir quem foram as crianças que viraram os adultos nazistas da Segunda Guerra e de onde podem ter tirado tanto ódio e intolerância.

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Fita Branca

Amor de Mãe

Por Cecilia Barroso

Sensibilidade e ação se misturam no drama sul-coreano Mother para contar a história de uma mãe que não mede esforços e nem consequências para salvar seu único filho.

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Mother

A guerra é uma droga

Por Cecilia Barroso

Depois do lançamento espalhafatoso no mercado nacional direto em dvd, chega aos cinemas Guerra ao Terror, retrato duro da influência da guerra na vida de seus soldados.

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Guerra_terror

Vivendo poesia

Por Cecilia Barroso

A poesia de Manoel de Barros é uma daquelas viagens deliciosas que sempre gostamos de fazer. Conhecer um pouco mais sobre a vida do poeta e estar tão perto de sua obra é inspirador.

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10%

Eterna adolescência

Por Cecilia Barroso

Zeca já passou da adolescência há muito tempo, mas parece não ter se dado conta disso. Carregado pela vida, acaba se enrolando e vivendo algo bem inusitado.

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90_minutos
Mostrando as 18 postagens mais recentes de 35 em Outubro 2009. Mostrar postagens mais antigas
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Partir

(Partir, FRA, 2009)

33ª Mostra Internacional de CinemaDepois de muitos anos dedicada ao casamento, à casa e aos filhos, mulher resolve voltar a trabalhar como fisioterapeuta. Durante a reforma de seu consultório, ela se envolve com um dos pedreiros e fica completamente apaixonada.

O tema batido da mulher que redescobre o amor e a alegria de viver oscila entre bons e maus momentos e consegue alcançar as contradições de alguém que resolve entregar-se a uma aventura como essa, mas sem resistir aos clichês.

A péssima opção pela sequência inicial em flash-foward, o extremo de algumas situações e soluções fáceis, embora inesperadas, acabam tirando pontos do resultado final. O que poderia ser um excelente filme, torna-se mais um entre muitos que falam sobre o assunto.

Apesar dos pesares, o filme conta com ótimas atuações de Yvan Attal e Sergi López, além de um excelente trabalho de Kristin Scott Thomas que, boa atriz, anda se dedicando mais a seus personagens no cinema francês. A excelente fotografia de Agnès Godard também está entre os pontos fortes do longa.

Ainda assim, quando as luzes se acendem e por algum tempinho, fica a incômoda sensação de que a falta de originalidade compromete, mas dá para assistir quando as expectativas não são tão grandes assim.

Um Grande Momento

A revelação.



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Drama
Direção: Catherine Corsini
Elenco: Kristin Scott Thomas, Sergi López, Yvan Attal, Bernard Blancan
Roteiro: Catherine Corsini, Gaëlle Macé
Duração: 85 min.
Minha nota: 6/10

O Fantástico Sr. Raposo

(Fantastic Mr. Fox, GBR/EUA, 2009)

Entre os muitos cameos (detalhes muito pessoais que deixam o trabalho inconfundível) de Wes Anderson, o maior de todos são as figuras que ele gosta de retratar. Tipos estranhos que de alguma maneira acabam criando uma forte relação entre eles, com cobranças, esperanças e frustrações.

A adaptação de uma das mais famosas histórias infantis dos Estados Unidos não fugiram da marca registrada. Fica difícil dizer se o livro foi adaptado às telonas ou o cinema de Anderson se adaptou ao livro transformando-o.

Depois que descobre que vai ser pai, uma raposa maladra resolve que vai largar a vida do crime e arruma um emprego normal como colunista do jornal dos bichos. Frustrado depois de uns anos, o agora pai decide mudar-se para um lugar “menos pobre” e escolhe uma árvore na frente de três grandes fazendas: uma de frangos, outra de perus e outra de maçãs.

A tentação insuportável o leva a cometer um último crime e, como todo mal feito, o resultado não é dos melhores.

A história não é das mais profundas, afinal de contas uma raposa que resolve roubar propriedades vizinhas não é exatamente nenhuma tese de mestrado, mas tem vários detalhes interessantes que fazem pensar e, o mais importante, diverte seus espectadores.

A autoria dos longa, além dos tipos retratados, está em todos os detalhes. As roupas dos personagens são, assim, muito Wes Anderson. E então vêm os diálogos, as relações familiares, o Owen Wilson e não resta dúvida alguma de que aquela, ainda que dirigida à distância, seja uma obra do diretor.

Com todo o debate sobre a natureza animal, os instintos e outros detalhes também tão presentes na vida de cada um, o público logo fica do lado do carismático raposo ladrão e, além da torcida, dá boas gargalhadas.

Um filme gostoso de ver e que pode ser aproveitado naquele programa família de fim de semana.

Um Grande Momento

A conversa com o treinador.



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Animação/Aventura
Direção: Wes Anderson
Elenco: George Clooney, Meryl Streep, Jason Schwartzman, Bill Murray, Wallace Wolodarsky, Eric Chase Anderson, Michael Gambon, Willem Dafoe, Owen Wilson, Wes Anderson
Roteiro: Roald Dahl (livro), Wes Anderson, Noah Baumbach
Duração: 87 min.
Minha nota: 7/10

Elevador Armadilha

(Akumu no erebêta, JAP, 2009)

33ª Mostra Internacional de CinemaUma Mostra sem experiências malucas, como aquele filme que você nunca ouviu falar, não é uma Mostra de verdade. O filme de suspense Elevador Armadilha é mais uma dessas escolhas.

No meio da noite, três homens e uma mulher ficam presos dentro do elevador. Depois de muito nervoso e alguns ataques histéricocs, eles começam a descobrir segredos uns dos outros.

O formato de exibição já desanima e a primeira parte do filme é difícil de aguentar. Embora a idéia seja boa, diálogos muito fracos e atuações exageradíssimas afugentam alguns espectadores e para aqueles que não leram o livro de Hanta Kinoshita ou não viram a primeira adaptação da trama para a televisão, é preciso muita crença no "vai melhorar" para permanecer na sala

Mas não é que melhora? Na primeira virada do filme tudo fica muito mais interessante. A qualidade do texto e o desempenho dos atores melhora consideravelmente e tudo dentro do contexto da história.

É divertido ver o que está acontecendo e, ao voltar às cenas anteriores, entender porque tudo estava tão ruim. Com a curiosidade já aguçada, é fácil embarcar na história e chegar até os créditos finais.

O trabalho dos atores, depois que faz sentido, é interessante em todos os estágios, mas alguns exageros poderiam ter ficado de fora. No final das contas, a brincadeira acaba valendo o ingresso.

Mas é preciso ser persistente e paciente para passar da primeira metade do filme.

Um Grande Momento

Kaoru resolvendo o problema.



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Suspense
Direção: Keisuke Horibe
Elenco: Masaaki Uchino, Ami Satsukawa, Fuyuki Moto, Shôtarô Ashida, Sei Ashina, Manami Honjou, Takumi Saito
Roteiro: Hanta Kinoshita (romance), Ken'ichi Suzuki,
Duração: 105 min.
Minha nota: 5/10

Águas Verdes

(Aguas Verdes, ARG, 2009)

33ª Mostra Internacional de CinemaNão existe sensação pior do que a de sair do cinema pensando “mas o que foi que aconteceu aqui?” Águas Verdes, filme estranho sobre a paranóia, começa e termina fazendo o espectador prestar atenção em sequências demais e não se preocupa em justificar nada.

Uma família vai passar as férias em uma praia próxima a Buenos Aires e fica hospedada no hotel Águas Verdes. No caminho, a filha adolescente conhece e se encanta por um misterioso motoqueiro. O desconhecido reencontra a família na praia e o pai, quase em surto, começa a achar que tudo que está ao seu redor é uma conspiração para acabar com sua família.

O filme passa por temas como a descoberta do sexo, conflitos fraternos e intolerância ao contar a história deste homem que não sabe lidar com seus sentimentos e quer manter a todo custo o território anteriormente demarcado.

Teorias sobre o filme não faltam. Talvez a intenção tenha sido demonstrar o animal que existe dentro de cada um de nós, ou como um paranóico acredita em uma realidade que nunca existiu, ou mesmo nenhuma das opções anteriores.

Os muitos momentos estranhos da família são acompanhados por uma trilha sonora nem sempre condizente com o visual e talvez tenham alguma intenção, que não se esclarece com o avançar do filme.

A sensação esquisita não passa com a chegada dos créditos finais e os mais guerreiros vão perder algumas boas horas depois tentando entender o que acabaram de ver.

Daqueles que nem são tão necessários assim e estão longe de combinar com a correria da Mostra.

Um Grande Momento

Nada que chame tanto a atenção.




Drama
Direção: Mariano De Rosa
Elenco: Alejandro Fiore, Diego Cremonesi, Jorgelina Amedolara, Milagros Gallo, Maximiliano Gigli
Roteiro: Mariano De Rosa
Duração: 90 min.
Minha nota: 4/10

CineEsquemaNovo 2009: Vencedores

No último sábado (24/10) foram anunciados os vencedores da sexta edição do CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN).

"Ressaca", montado em tempo real, através de um mecanismo desenvolvido pelo diretor Bruno Vianna levou quatro prêmios. "Sweet Karolynne", de Ana Bárbara Ramos levou o prêmio de Melhor Curta pelo Júri Oficial, enquanto "Perto de Casa", de Sérgio Borges ficou com o prêmio de Melhor Curta pelo Júri Popular.

Abaixo segue a lista do completa.

Melhor Longa-Metragem - Júri de Premiação

  • “Ressaca”, de Bruno Vianna

Melhor Curta ou Média-Metragem - Júri de Premiação
  • “Sweet Karolynne”, de Ana Bárbara Ramos

Melhor Longa-Metragem - Júri Popular
  • “Ressaca”, de Bruno Vianna

Melhor Curta ou Média-Metragem - Júri de Popular
  • “Perto de Casa”, de Sérgio Borges

Mostra de Longas-Metragens - Júri de Premiação

Melhor Ator
  • João Pedro Zappa, por “Ressaca”

Melhor Diretor
  • Gustavo Beck, Diretor de “A Casa de Sandro”

Menção Honrosa
  • “Loveless”, de Cláudio Gonçalves

Mostra de Curtas e Médias – Júri de Premiação

Melhor Direção
  • ”Passos no Silêncio”, de Guto Parente

Melhor Montagem
  • “Muro”, de Tião

Melhor Argumento Experimental
  • “Flash Happy Society”, de Guto Parente

Menção Honrosa
  • Matheus Rocha, Diretor de Fotografia de “A Arquitetura do Corpo”
  • Perto de Casa, de Sérgio Borges

Troféu CineEsquemaNovo - Júri Equipe Organizadora do CEN
  • Carlosmagno Rodrigues

Prêmio da Nova Crítica (Júri Alunos da Oficina de Crítica Cinematográfica)
  • “Ressaca”, de Bruno Vianna

Mostra Aula de Cinema - Júri Popular
  • “1978”, de Tyrell Spencer e André Garcia (Unisinos - RS)

Corações em Conflito

(Mammoth, EUA, 2009)

33ª Mostra Internacional de CinemaUma mãe cirurgiã bem sucedida, um pai nerd que ganha muito dinheiro criando jogos eletrônicos e uma filha que se identifica mais com a empregada, imigrante filipina*, do que com eles. Este é o núcleo da trama de Corações em Conflito, que de forma batida trata do tema preferido do diretor Lukas Moodysson, a infância.

Crianças criadas por babás; mães que deixam os filhos em segundo plano para conseguir vencer na carreira e/ou para melhorar a vida da família; mães que querem se ver livre do problema; crianças que são obrigadas a vender seus corpos para sobreviver; trabalho escravo infantil e outras mazelas que precisam ser discutidas são, ou parecem ser, os motivadores deste drama.

Cheio de boas intenções, o filme até faz pensar, mas não consegue cumprir seu objetivo por ser tão quadrado e ao mesmo tempo artificial. Relações superficiais e mal desenvolvidas reforçam a impressão de que nada daquilo possa acontecer ou ter acontecido de verdade.

Personagens estranhos e deslocados, como o pai, têm mais espaço do que precisam e outros, secundários, passam pelo máximo de situações apelativas possíveis, como se estivessem ali para tentar fazer o público chorar. Como se a temática precisasse de clichês para isso.

A falsidade do resultado acaba deixando o público alheio a tudo que acontece na tela e a sensação de tempo perdido acaba prevalecendo.

Em meio a tanto equivocos, não se pode negar o bom trabalho dos pequenos Jan David G. Nicdao e Sophie Nyweide e nem de Marife Necesito, que dá vida à babá. Gael García Bernal, com um personagem fraco nas mãos, parece perdido entre a travação e o exagero e não consegue dizer ao que veio.

A direção de fotografia de Marcel Zyskind, com bons enquadramentos e o bom uso da luz, também está do lado das qualidades.

Comprovando que cinema é uma arte subjetiva, o filme foi indicado ao urso de ouro no Festival de Berlim, ou seja, talvez outras pessoas gostem mais do que vão ver.

Um Grande Momento

A ligação de Salvador.

Horários na Mostra*

26/10 - 21:30 - Cine TAM (Sessão: 402)
28/10 - 15:40 - Reserva Cultural 1 (Sessão: 574)

30/10 - 22:oo - Cinemark: Shopping Eldorado (Sessão: 819)
1º/11 - 19:20 - HSBC Belas Artes 2 (Sessão: 1033)
5/11 - 21:40 - Unibanco Arteplex 3 (Sessão: 1366)

Classificação Indicativa: 16 anos



Prêmios e indicações (as categorias premiadas estão em negrito)

Festival de Berlim
: Urso de Ouro

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IMDb

Drama
Direção: Lukas Moodysson
Elenco: Gael García Bernal, Michelle Williams, Marife Necesito, Jan David G. Nicdao, Sophie Nyweide, Maria Esmeralda del Carmo, Perry Dizon, Natthamonkam Srinikornchot
Roteiro: Lukas Moodysson
Duração: 125 min.
Minha nota: 3/10
*Programação sujeita a alteração.

13 Minutos

(13 Minutos, BRA, 2009)

33ª Mostra Internacional de CinemaEm outubro de 2005 o governo aprovou o estatuto anti-armas. Um dos artigos da lei proibia a comercialização de armas no país por civis e foi levado à referendo popular. Os brasileiros deveriam dizer sim ou não ao artigo e as campanhas de ambos os lados começaram.

Uma das ONGs que defendiam o sim era o Instituto Sou da Paz. Os diretores Felipe Briso e Gilberto Toczewski retrataram os dez últimos dias antes da votação.

Entre estratégias de campanha e debates acompanhamos o dia a dia dos envolvidos na campanha e mesmo sendo através de uma lente que acreditava no outro lado, conhecemos um pouco daqueles que defendiam o "não".

Imagens da mulher descontrolada dizendo que quando a filha estivesse sendo estuprada chamaria o pessoal da ONG para fazer gracinha, do homem que no meio do debate avisa em tom de ameaça que está armado ou da senhora que diz que o "pobrezinho do interior" não vai poder ter uma arma para atirar em um sem-terra que esteja invadindo sua casa são assustadoras.

O filme termina logo após a declaração do resultado e contradições dos argumentos do "não" só apareceram mesmo depois. Como o Coronel Ubiratan, policial condenado a mais de 600 anos pelas mortes ocorridas na invasão do presídio Carandiru e político para quem todos deveriam ter um revolver para poder se proteger. Menos de um ano depois do referendo, ele foi morto pela namorada, em sua casa e com sua arma.

Tecnicamente, o filme fica devendo e peca pela parcialidade, mas, ainda assim, é um bom documento daquele momento histórico, quando o povo teve o poder de decidir, ainda que indevidamente, sobre algo seríssimo.

O título do filme vem de uma triste estatística da época. A cada 13 minutos uma pessoa era morta por arma de fogo no Brasil.

Um Grande Momento

O discurso depois do resultado.

Horários na Mostra*

25/10 - 14:00 - Unibanco Arteplex 4 (Sessão: 241)
31/10 - 14:00 - Cine Bombril 2 (Sessão: 897)


Documentário
Direção: Felipe Briso, Gilberto Toczewski
Roteiro: Thiago Dottori, Felipe Briso, Gilberto Topczewski
Duração: 80 min.
Minha nota: 6/10
*Programação sujeita a alteração.

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus

(The Imaginarium of Doctor Parnassus, FRA/CAN/GBR, 2009)

33ª Mostra Internacional de CinemaQuando Heath Ledger morreu, no início de 2008, ele estava no meio das filmagens de O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus. O diretor Terry Gilliam, na época, não sabia muito bem o que seria do filme mas, com criatividade e a ajuda de outros três grande atores, conseguiu concluir sua história.

Doutor Parnassus é um contador de histórias imortal com o dom de manipular a imaginação dos outros e faz apresentações em seu velho caminhão pelas ruas da cidade. Sua trupe, formada por sua filha, um anão e um jovem orfão está sempre com ele e, sem saber, tem que ajudá-lo a ganhar uma aposta.

Um desmemoriado salvo pelo grupo acaba se juntando a eles e, enquanto vai se adaptando ao novo mundo mágico, descobre quem era e o que fazia.

O filme segue a linha "malucão" do diretor e lembra bastante As Aventuras do Barão de Munchausen, ao misturar uma realidade feia e quase em preto-e-branco e o colorido mundo da imaginação.

Os dois visuais são fantásticos, mas as viagens através do espelho são de encher os olhos de qualquer um. O casamento das idéias de Gilliam e a fotografia de Nicola Pecorini já chamaram a atenção no bom Medo e Delírio em Las Vegas e no estranho e desnecessário Contraponto. Aqui tudo fica muito mais interessante com os efeitos visuais coordenados por Mike Vézina (X-Men, 2012).

Claro que a arte é fundamental na criação dos dois mundos. O desenho de produção de Anastasia Masaro, a direção de arte de Dan Hermansen e Denis Schnegg, os cenários de Caroline Smith e Shane Vieau e os figurinos de Monique Prudhomme são fantásticos.

A solução para o desmemoriado Tony, interpretado por Ledger e também por Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, ficou muito boa e não fosse toda a publicidade causada pela da morte do ator, poderia passar como algo planejado anteriormente.

Além dos quatro, Christopher Plummer e o músico Tom Waits estão fantásticos como Dr. Parnassus e seu adversário Sr. Nick. A estreante Lily Cole, Andrew Garfield e Verne Troyer completam o elenco.

Com tudo no lugar certo e uma história maluca mas envolvente, escrita por Gilliam e por seu parceiro de longa data Charles McKeown (Brazil, As Aventuras do Barão Munchausen), o filme é uma viagem divertida e daquelas nas quais vale a pena embarcar. Quem conseguir deixar toda a seriedade fora da mala, vai curtir muito mais.

Além disso é emocionante ver Ledger mais uma vez nas telas.

Um Grande Momento

Valentina foge dentro de sua imaginação.

Horários na Mostra*

24/10 - 21:50 - Unibanco Arteplex 3 (Sessão: 12)
25/10 - 14:00 - Espaço Unibanco Pompéia 2 (Sessão: 306)
31/10 - 23:30 - HSBC Belas Artes 2 (Sessão: 924)
01/11 - 19:00 - Cinemark: Shopping Cidade Jardim (Sessão: 1054)
03/11 - 21:30 - Unibanco Arteplex 1 (Sessão: 1161)

Indicação Classificativa: 14 anos



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Aventura
Direção: Terry Gilliam
Elenco: Heath Ledger, Johnny Depp, Jude Law, Colin Farrell, Christopher Plummer, Lily Cole, Tom Waits, Verne Troyer, Andrew Garfield
Roteiro: Terry Gilliam, Charles McKeown
Duração: 122 min.
Minha nota: 8/10
*Programação sujeita a alteração.

Maradona

(Maradona by Kusturica, ESP/FRA, 2008)

33ª Mostra Internacional de CinemaO diretor bósnio Emir Kusturica é tão cheio de si que, se deixassem, faria um documentário sobre ele mesmo e sua produção audiovisual. Mas alguém com um ego muito maior acabou chamando sua atenção e ganhando admiração: o jogador de futebol argentino Diego Maradona. O filme acabou sendo sobre o craque, mas é claro que muito se fala também do diretor de Gato Preto, Gato Branco, que é apresentado a platéia tocando guitarra como o Diego Armando Maradona do cinema.

O longa junta em um mesmo local entrevistas, jogadas, momentos da vida de Maradonna e cultos da estranha e divertida Igreja Maradoniana. Além disso, Kusturica relaciona o jogador com a política e, claro, com os personagens de seus filmes.

Maradona é genial. Cada vez que começa a falar com seu jeito bonachão, traz consigo quem acompanha o filme e consegue cativar, mesmo sendo muito convencido. Ao expor o seu engajamento político, sua crença na América Latina e até seu problema com a cocaína ele consegue ir muito além dos seus feitos no campo de futebol, onde parecia dançar com as bolas nos pés (e isso independente de estar representando clubes ou a seleção argentina).

Outro achado de Kusturica foi a Igreja Maradoniana, uma seita criada pelos fãs de Maradona com altar, culto, preces e datas comemorativas. Assim como a igreja católica, tem batismo - uma cerimônia onde o iniciado precisa repetir o gol de mão - e casamento.

Depois de anos de filmagem, com uma boa montagem, o diretor consegue fazer um passeio interessante por toda história do craque e demonstrar bem seu lado humano. Ainda que algumas escorregadas no meio do caminho, com passagens que poderiam ser menores e menos repetitivas, possam cansar alguns espectadores.

Outra coisa que pode deixá-los frutrados é descobrir que a Argentina nem tem essas preocupações todas com o Brasil. O negócio deles é contra a Inglaterra. Ou seja, enquanto nós não gostamos da Argentina por motivo nenhum, eles tem a guerra das Malvinas e todos os seus mortos para justificar seu rival nos campos.

Competições a parte, conhecer melhor Maradona é uma experiência que vale qualquer repetição e duração excessiva e é fácil sair do filme gostando muito mais dele, seja dentro ou fora dos campos.

Um Grande Momento

O pai nosso maradoniano.

Horários na Mostra


24/10/2009 - 12:00 - Reserva Cultural (Sessão: 172)
25/10/2009 - 22:00 - Cinemark: Shopping Eldorado (Sessão: 303)
30/10/2009 - 19:00 - Cinemark: Shopping Cidade Jardim (Sessão: 833)
04/11/2009 - 16:10 - Unibanco Arteplex 1 (Sessão: 1257)


Indicação Classificativa: 14 anos.



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Trailer
Documentário
Direção: Emir Kusturica
Roteiro: Emir Kusturica
Duração: 90 min.
Minha nota: 7/10

Garota Infernal

(Jeniffer's Body, EUA, 2009)

Duas coisas que andam chamando a atenção hoje em dia: gente que gosta de beber sangue humano e Megan Fox. Não demorou muito tempo para juntarem as duas em um só lugar e chega agora aos cinemas brasileiros Garota Infernal.

O filme, roteirizado pela alardeada Diablo Cody, conta a história de uma adolescente revoltada que comeu o pão que o diabo amassou (péssimo trocadilho) depois que sua melhor amiga se interessou pelo vocalista de uma bandinha de fundo de quintal e, depois de um incêndio, começou a se alimentar de garotos.

Na verdade, o que vemos na tela é mais uma das muitas maneiras de explicitar a juventude escolar e a fúria hormonal dos adolescentes. Ou seja, uma espécie de versão feminina de Deadgirl, excelente filme de zumbis estadunidense.

Enquanto Needy é tímida, insegura e apagadinha, Jennifer é escultural, fria e está sempre se achando. A amizade das duas, começada na primeira infância, está em crise e em um ponto confuso, que parece não ter muito futuro.

Embora tenha todos os elementos para ser um bom filme de terror e momentos bem interessantes, o longa esbarra na falta de consistência do roteiro e na má escolha de uma montagem não linear com algumas idas e vindas e no uso excessivo de narração em off. Em outras palavras, pode-se dizer que o filme peca pelo excesso. Enquanto o exemplar masculino Deadgirl é enxuto e direto, Garota Infernal opta por reviravoltas que só atrapalham.

Depois da fama com Juno, Cody mantém os diálogos rápidos e a ironia, mas perde a mão na solução dos conflitos e na criação de seus personagens. As limitações de Jennifer tem um ar de forçadas, exatamente como o final de Needy.

Megan Fox é mesmo o que todos dizem. Uma mulher linda, maravilhosa e estonteante, mas que fica devendo muito (como era de se imaginar) na atuação. Ainda assim, a maioria das cenas com ela vai deixar muita gente com água na boca e este deve ter sido o pensamento dos produtores. Atuar bem pra quê então.
Por outro lado, Amanda Seyfried está muito bem como a bobinha quase apaixonada, quase de saco cheio Needy, assim como boa parte do elenco de apoio.

A trilha sonora segue o padrão dos filmes adolescentes e traz músicas de bandas do momento como Panic! at the Disco, Florence + The Machine e Dashboard Confessional, além de uma divertida versão de I Can See Cleary Now, interpretada por Screeching Wasel.

Sob a supervisão de Erik Nordby, os efeitos especiais acertam. A maquiagem de Greg Nicotero e Mike Fields também é convincente na criação da monstrinha adolescente.

Divertido, esse terror sensual cumpre bem o seu papel de entreter e promete agradar muita gente, principalmente quem gosta de ver Fox em ação. Talvez decepcione quem gosta mesmo de um bom terror, os fãs de Cody e quem já não agüenta mais a mesma história adolescente, ainda que ela venha espirrada de sangue.

Para ver quando não se quer pensar em mais nada.

Um Grande Momento

Difícil...
















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Gênero
Direção: Karyn Kusama
Elenco: Megan Fox, Amanda Seyfried, Johnny Simmons, J. K. Simmons, Amy Sedaris, Adam Brody, Sal Cortez, Juan Riedinger, Chris Pratt, Juno Ruddell, Kyle Gallner
Roteiro: Diablo Cody
Duração: 102 min.
Minha nota: 6/10

(500) Dias com Ela

((500) Days of Summer, EUA, 2009)

33ª Mostra Internacional de CinemaTom é um arquiteto frustrado que ganha a vida escrevendo mensagens em cartões comemorativos. Ele é a prova viva de que muita música pop e uma compreensão equivocada do filme A Primeira Noite de um Homem podem comprometer a vida amorosa de alguém.

Logo no começo do filme o público é avisado que aquela não é uma história de amor e fica sabendo, desde os primeiros minutos, como termina a história que ainda nem começou a ver.

É assim, sem se preocupar com a antecipação de fatos relevantes, como o final da história, que o diretor de videoclipes Marc Webb conta a história deste rapaz e de sua paixão por Summer, garota decidida, de personalidade forte e que ocupa o cargo de assistente do seu chefe.

Como em qualquer análise de um amor frustrado, o longa segue as memórias de seu protagonista, pulando dias para encontrar momentos especiais e buscando conflitos para chegar em alguma explicação. Nessas idas e vindas, a história fica cada vez mais deliciosa, justamente por se aproximar do espectador, que em algum momento já tentou dissecar amores da mesma maneira.

Claro que a mistura de elementos, como a passagem musical ou o momento solitário no cinema, também é fundamental para o sucesso, assim como a escolha de Joseph Gordon-Levitt para o papel principal. Seu Tom é aquele tipo atrapalhado e carismático que desperta a simpatia até dos mais mau-humorados.

Ao seu lado, para viver Summer, está Zooey Deschanel. Mais linda do que nunca, ela mantém a distância necessária, mas sem perder o encanto. O elenco de apoio também não fica atrás, principalmente pela rápida participação da jovem e fofa Chloe Moretz, como a irmã caçula mais antenada nas coisas do coração.

Seguindo a playlist do protagonista, a trilha sonora é recheada de clássicos do pop e vai de "She's Like the Wind" a "Please, Please, Please, Let Me Get What I Want". Outros nomes como Regina Spektor, Doves e Carla Bruni também estão presentes.

E numa feliz conjunção de fatores, 500 Dias Com Ela é uma das boas surpresas do cinema estadunidense, principalmente por tratar um tema batido de uma maneira inventiva e muito interessante.

Um Grande Momento

No cinema com Bergman.

Horários na Mostra*

23/10/2009 - 21:20 - HSBC Belas Artes 2 (Sessão: 72)
24/10/2009 - 23:10 - Espaço Unibanco Pompéia (Sessão: 203)
25/10/2009 - 13:50 - Cine Bombril 1 (Sessão: 266)
26/10/2009 - 21:30 - Cinemark Cidade Jardim (Sessão: 418)
31/10/2009 - 19:00 - Cine TAM 3 (Sessão: 933)


Indicação Classificativa: 10 anos




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Comédia
Direção: Marc Webb
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Chloe Moretz, Matthew Gray Gubler, Clark Gregg, Patricia Belcher, Rachel Boston, Olivia Howard Bagg, Adam Emery
Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Weber
Duração: 95 min.
Minha nota: 8/10
*Programação sujeita a alteração.

À Procura de Eric

(Looking for Eric, GBR/FRA/ITA/BEL/ESP, 2009)

33ª Mostra Internacional de CinemaComeça amanhã a 33ª Mostra de Cinema de São Paulo. Com títulos para todos os gostos e mais de 1400 sessões, serão duas semanas de agitação cinéfila na capital paulista. A cerimônia de abertura acontece hoje às 21h, para convidados, e é seguida pela exibição do divertido e envolvente À Procura de Eric.

O filme conta a história de um homem comum que não consegue conviver com os fantasmas de seu passado e muito menos com a realidade do seu presente. Ainda apaixonado por sua primeira esposa, Eric foi abandonado pela segunda, que deixou também os filhos para trás.

Os únicos com quem o carteiro inglês pode contar são seus amigos e colegas de trabalho. Sua inércia tem que acabar quando a filha do primeiro casamento precisa de ajuda para completar a faculdade e quando o enteado mais velho se envolve com pessoas perigosas além da conta. Para ajudá-lo, ninguém menos do que o seu maior ídolo, Eric Cantona, que aparece como alucinação.

Para quem não sabe, Cantona foi um jogador de futebol francês que, apesar de não ter conseguido disputar com a seleção de seu país nenhuma copa do mundo, ficou conhecido por sua habilidade no time inglês Manchester United, onde era chamado de “Rei” pela torcida, e por seu gênio difícil (ele chegou a ser suspenso por ter agredido um torcedor)

Com muita simplicidade, o longa conquista tanto aqueles que gostam de futebol e se deliciam com as jogadas fantásticas inseridas no filme, como aqueles que nunca ligaram muito para o esporte, pois a história do carteiro Eric Bishop é ao mesmo tempo comum e inusitada.

Cantona, que já acumula os cargos de ator e técnico de futebol de praia há um tempo, é divertidíssimo em sua auto-representação cheia de frases feitas. Mas é na atuação do inglês Steve Evets que está a força do filme. Com um currículo cheio de participações na tv, é ele quem deixa o Eric ferrado tão simpático aos olhos do público, que torce para seu sucesso.

Além disso, o filme é uma espécie de ode a união, que como se sabe, faz a força e derrota qualquer obstáculo, mas não chega nem perto de ser panfletário como outros com o mesmo tema são.

Bom para sair leve do cinema e para ver a qualquer hora. Daqueles que vale a pena conhecer.

Sem dúvida, uma boa opção para a Mostra.

Um Grande Momento

Quando acaba.

Horários na Mostra

23/10/2009 - 16:40 - Unibanco Arteplex 2 (Sessão: 9)
24/10/2009 - 23:50 - Cinema da Vila (Sessão: 145)
25/10/2009 - 15:50 - Cine Bombril 1 (Sessão: 267)
27/10/2009 - 19:00 - Cinemark Cidade Jardim (Sessão: 508)
01/11/2009 - 21:30 - Espaço Unibanco Pompéia (Sessão: 1048)


Indicação Classificativa: LIVRE.



Prêmios e indicações
(as categorias premiadas estão em negrito)
Cannes: Palma de Ouro

Links


Site OficialIMDb


Comédia
Direção: Ken Loach
Elenco: Steve Evets, Eric Cantona, Stephanie Bishop, Gerard Kearns, Stefan Gumbs, Lucy-Jo Hudson, John Henshaw, Greg Cook, Smug Roberts, Johnny Travis, Matthew McNulty
Roteiro: Paul Laverty
Duração: 116 min.
Minha nota: 8/10

33ª Mostra apresenta a Mostra Internacional de Cinema Online

33ª Mostra Internacional de CinemaA 33ª Mostra e o site The Auteurs, em iniciativa pioneira, oferecem o primeiro Festival Online do mundo.

Inaugura-se assim uma nova "sala de cinema" via streaming na internet e mais uma opção de programação, aberta a todo o território brasileiro. A Mostra Internacional de Cinema Online, com esta inovação, estende-se a todo o Brasil.

O streaming é gratuito, roda em todas as plataformas, e estará disponível para os 300 primeiros acessos, depois da primeira exibição do filme na programação da Mostra, no período de sua realização.

Fundada em 2007 por Efe Cakarel e Eduardo Costantini, The Auteurs é a maior comunidade online de filmes independentes e clássicos de todo o mundo, com um acervo feito por cinéfilos. É patrocinada pela produtora Costa Films; a Criterion Collection, maior selo de DVDs de arte do mundo, e a produtora internacional Celluloid Dreams. Além disso, é parceira exclusiva da World Cinema Foundation, fundação para a preservação de filmes presidida por Martin Scorsese e tem escritórios em Palo Alto (EUA), Nova York, Paris e Londres.

“Mesmo as ideias mais visionárias, quando não encontram ressonância em outros e não são seguidas, acabam por morrer. É maravilhoso ver esse espírito de equipe (com a Mostra). Estamos lançando juntos o primeiro festival online do mundo e fazendo história. O Brasil está à frente dos outros países”, afirmou Hengameh Panahi, dona da Celluloid Dreams, uma das mais importantes produtoras independentes de cinema do mundo, responsável por filmes vencedores dos grandes festivais, como Cannes 2009 (Um Profeta – Grande Prêmio do Júri) e Veneza (Hana-Bi, Lebanon, Leão de Ouro 2009).

Confira os títulos e as datas de exibição online na programação da 33ª MOSTRA:

  • 13 MINUTOS, de Felipe Briso, Gilberto Topczewski (Brasil) – 24/10
  • AMOR EM TRÂNSITO, de Lucas Blanco (Argentina)- 24/10
  • BR3 (FICÇÃO), de Evaldo Mocarzel (Brasil) – 24/10
  • BR3 (DOCUMENTÁRIO), de Evaldo Mocarzel (Brasil) – 24/10
  • UM LUGAR AO SOL, de Gabriel Mascaro (Brasil) – 28/10
  • TIKIMENTARY, de Duda Leite (Brasil) – 24/10
  • À MARGEM DO LIXO, de Evaldo Mocarzel (Brasil) – 25/10
  • CORTEJANDO CONDI, de Sebastian Doggart (EUA, Reino Unido) – 26/10
  • DENTRO DA LEONERA, de Nicolas Bénac e Cedric Robion (França) – 25/10
  • MOMENTOS DE JERUSALÉM, vários diretores (Israel) – 27/10
  • NÓS QUE AINDA ESTAMOS VIVAS, de Daniele Cini (Itália, Argentina) – 24/10
  • FUTEBOL BRASILEIRO, de Miki Kuretani e Tatiana Vilela (Japão, Brasil) – 26/10
  • HUGO REI E SUA DONZELA, de Franco de Peña (Polônia, Venezuela) – 01/11
  • O PEQUENO INDI, de Marc Recha (Espanha, França) – 27/10
  • AQUILES E A TARTARUGA, de Takeshi Kitano (Japão) – 30/10
  • A CANTORA DE TANGO, de Diego Martinez Vignatti (Bélgica, Argentina, França, Holanda) – 28/10
  • O JOGO DO PAI, de Michael Glawogger (Alemanha, Áustria) – 28/10
  • TUDO QUE NOS CERCA, de Hashiguchi Ryosuke (Japão) – 24/10
  • SIRI-ARA, de Rosemberg Cariry (Brasil) – 02/11
  • REIDY, A CONSTRUÇÃO DA UTOPIA, de Ana Maria Magalhães (Brasil) – 29/10
  • O CERCO, de Toshi Fujiwara (Japão) - 01/11
  • VENCER, de Marco Bellocchio (Itália) – 29/10
  • SEGUINDO EM FRENTE, de Hirokazu Kore-Eda (Japão) – 24/10
  • PAPAI FOI CAÇAR PTÁRMIGA, de Robert Morin (Canadá) – 24/10
  • KALANDIA, HISTÓRIA DE UMA FRONTEIRA, de Neta Efrony (Israel) - 26/10

O Caçador

(Chugyeogja, KOR, 2008)

Já faz um bom tempo que a produção cinematográfica da Coréia do Sul vem chamando a atenção do mundo. Old Boy, Lady Vingança, O Teste Decisivo, O Hospedeiro, Ichi - O Assassino e Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera são mostras disso.

Mais um exemplo é O Caçador, longa de estréia de Na Hong-jin. Sem muitas invencionices e com muita habilidade na hora de filmar, é uma daquelas experiências que envolvem e impressionam desde os primeiros momentos até o acender das luzes.

Kim Joong-ho é um ex-policial que ganha a vida como cafetão, mas precisa voltar à ação depois que suas prostitutas começam a desaparecer misteriosamente. Em um acidente ele descobre Ha Jung-woo, o principal suspeito, e precisa arrancar dele a localização de seu cativeiro. É lá que está uma de suas garotas e, ao que tudo indica, ainda viva.

O filme é frenético. Daqueles que se assiste quase em um fôlego só e consegue despertar diferentes sensações naqueles que o acompanham. Raiva, pena, agonia, nervoso e frustação vão se misturando à belíssima fotografia de Lee Sung-je e criam um ambiente tão crível, que pequenos deslizes se tornam menos interessantes.

É quase impossível não sair do cinema marcado com cenas como a da criança chorando no carro ou as da entrada na casa depois de tudo. Impossível também não transformar o asco inicial pelo protagonista em uma espécie de torcida e confiança, ou deixar de acreditar na insanidade do antagonista, uma figura que facilmente entra na lista de piores vilões do cinema.

Além do visual e do bom roteiro, escrito pelo diretor em parceria com Hong Won-Chan e Lee Shinho, muito do filme se deve ao excelente trabalho dos atores. Kim Yun-seok sabe como transitar entre a culpa e a esperança e Seo Yeong-hie consegue, como eu já disse, construir um maníaco apavorante.

Um excelente motivo para ir ao cinema quando você quer algo agitado e cheio de ação. Pessoas que não suportam violência devem evitar, pois sangue e dentes quebrados não faltam.

E que a Coréia do Sul continue sempre surpreendendo com o seu cinema.

A título de curiosidade, o roteiro já foi comprado por Hollywood, é claro. Dizem que a versão americanalhada já chega aos cinema no ano que vem com Leonardo DiCaprio no papel principal. Depois do sucesso de Os Infiltrados, também adaptado de um filme oriental (chinês, como bem me lembrou o Ibertson), talvez nem fique tão ruim, mas fica aquela decepção pela falta de criatividade local.


Um Grande Momento

A silenciosa cena do carro na chuva.



Links
Site OficialIMDb

Ação
Direção: Na Hong-jin
Elenco: Kim Yun-seok, Ha Jung-woo, Seo Yeong-hie, Jung In-gi, Park Hyo-ju
Roteiro: Na Hong-jin, Hong Won-Chan, Lee Shinho
Duração: 125 min.
Minha nota: 8/10

33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

No próximo dia 23 de outubro começa a 33ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e a capital paulista segue em ritmo cinéfilo até o dia 5 de novembro. São duas semanas de muito cinema, com títulos de várias nacionalidades e dos mais variados gêneros.

O filme escolhido para a abertura é À Procura de Eric, dirigido por Ken Loach e roteirizado por Paul Loverty. O filme, que esteve na seleção oficial do Festival de Cannes este ano, fala de amizade, auto-conhecimento, futebol e tem a participação do eterno craque Eric Cantona, jogador de futebol francês que deixou sua marca na história do time inglês Manchester United.

A Mostra será divida em Competição de Novos Diretores, Mostra Brasil, Mostra Brasil – Perspectiva, Perspectiva Internalcional, Mostra Suécia, Mostra Curtas e Médias e nas perspectivas Theo Angelopoulos, Gian Vittorio Baldi e Fanny Ardant.

Entre os filmes selecionados, badalados títulos como Aconteceu em Woodstock, aventura de Ang Lee sobre o festival de música que marcou sua geração; Ervas Daninhas, novo filme de Alain Resnais; O Mundo Imáginário do Dr. Parnassus, de Terry Gilliam e última atuação de Heath Ledger, morto durante as filmagens; O Fantático Sr. Fox, primeira animação, ainda que dirigida por e-mail, de Wes Anderson; Abraços Partidos, reencontro nas telas do diretor Pedro Almodóvar com a atriz Penélope Cruz; Brilho de uma Paixão, drama de época da diretora Jane Champion, e Cinzas e Sangue, estréia na direção da diva francesa Fanny Ardant, que vem a São Paulo para apresentar o filme pessoalmente.

Obras que se destacaram em outros festivais também chegam às telonas. É o caso do vencedor da Palma de Ouro em Cannes, A Fita Branca, de Michael Haneke, e de Lebanon, dirigido por Samuel Maoz, e Soul Kitchen, de Fatih Akin, Leão de Ouro e Prêmio do Júri, respectivamente no Festival de Veneza. Do Berlinale, chega o premiado com Urso de Prata London River – Destinos Cruzados, de Rachid Bouchareb.

A expectativa está alta para os títulos nacionais em competição. Entre os mais esperados estão A Grande Síntese de Pietro Ubaldi, de Oceano Vieira de Melo; Depois de Ontem e Antes de Amanhã, de Christine Liu; Eu Eu Eu José Lewgoy, de Cláudio Kahns; Transcendendo Lynch, de Marcos Andrade; Um Dia de Ontem, de Thiago Luciano e Beto Schultz, e Um Homem Qualquer, de Caio Vecchio.

Outros títulos brasileiros já consagrados em outros festivais como Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho; Sequestro, de Wolney Atalla; Siri-Ará, de Rosemberg Cariry; Pau Brasil, de Fernando Belens, e Utopia e Barbárie, de Silvio Tendler também estão presentes na Mostra. A nova versão do filme Síndrome de Pinocchio, um dos dez selecionados no pré-Oscar, também faz parte da programação.

Com tantas opções o difícil vai ser conseguir montar uma tabela com todos os títulos imperdíveis.

Oscar de melhor filme estrangeiro

O bom da Mostra de Cinema é que temos a chance de conferir vários títulos sem previsão de lançamento e ainda sem distribuição no Brasil. Muitas vezes, infelizmente, é o único modo de vermos alguns dos títulos que chamam a atenção no exterior.

A programação da mostra traz este ano alguns dos filmes escolhidos por seus países para tentar uma vaga ao Oscar de melhor filme estrangeiro. E o caso de Sansão e Dalila, de Warnwick Thornton e representante da Austrália; Os Infelizes, de Felix van Groenigen, Bélgica; Eu Matei a Minha Mãe, de Xavier Dolan, Canadá; Los Viajes del Viento, de Ciro Guerra, Colômbia; A Fita Branca, de Michael Haneke, Alemanha; À Procura de Elly, de Asgar Farhadi, Irã; Mother, de Bong Joon-Ho, Coréia; Backyard, de Carlos Carrera, México; Polícia, Adjetivo, de Corneliu Poromboiu, Romênia; Enfermaria Número 6, de Karen Shakhnazarov, Rússia, e Mau Dia Para Pescar, de Alvaro Brechner, Uruguai.

Outros filmes como o peruano A Teta Assutada, de Claudia Llosa, e Salve Geral, de Sergio Rezende, representante nacional entre os 65 títulos recebidos pela Academia, já tiveram seu lançamento comercial.

Para participar da festa

33ª Mostra Internacional de CinemaAs sessões da Mostra serão exibidas no Centro Cultural São Paulo, Cine Bombril, Cine Marabá, Cine Olido, CineSESC, Cine TAM Morumbi, Cinema da Vila, Cinemateca, Espaço Unibanco Augusto, Espaço Unibanco Pompéia, FAAP, HSBC Belas Artes, Vão livre do MASP, Matilha Cultural, Museu da Imagem e do Som, Reserva Cultural e Unibanco Arteplex.

Pacotes e credenciais podem ser adquiridos na Central da Mostra, montada no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073), ao lado do Cine Bombril, a partir das 10h.

A credencial permanente integral dá acesso a todas as sessões e custa R$ 390. A permanente especial garante a entrada nas sessões vespertinas, iniciadas antes das 17h55, que vão de segunda a sexta, sai por R$ 90. Os pacotes com 20 ingressos de livre escolha, por R$ 165, e de 40, por R$ 285.

Os ingressos individuais também estão disponíveis, mas só nas salas de cinema ou pelo site ingresso.com. De segunda a quinta os preços são R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia) e de sexta a domingo saem por R$ 18 (inteira) e 9 (meia).

As sessões no Centro Cultural São Paulo, na FAAP e no vão livre do MASP são gratuitas.

Para maiores informações visite o site e o blog da Mostra.

Rapidinhas

E o Oscar de melhor filme estrangeiro vai para....

A Academia divulgou os 65 escolhidos para disputar uma vaga ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O filme de Sérgio Rezende, “Salve Geral”, representa o Brasil na disputa, que conta com excelentes títulos.

Entre os enviados latinos, os melhores são “A Teta Assustada” (PER), de Claudia Llosa; “O Segredo de Seus Olhos” (ARG), de Juan José Campanella, e “Mal Día para Pescar” (URU), de Álvaro Brechner. Outros longas como o “A Fita Branca” (ALE), de Michael Haneke; “Un Prophet” (FRA), de Jacques Audiard; “Baaria” (ITA), de Giuseppe Tornatore; “Mother” (COR), de Bong Joon-Ho, e “Eu Matei a Minha Mãe” (CAN), de Xavier Dolan, também são fortes concorrentes a uma indicação.

A lista completa pode ser conferida aqui. Os cinco concorrentes serão anunciados dia 2 de fevereiro.

Medicamento controlado

O programa Tarja Preta e as deliciosas conversas de Selton Mello com grandes nomes do cinema, estão de volta ao canal Brasil. Este mês, passaram pelo programa os atores Rodrigo Santoro e Marco Nanini e, esta semana, o diretor Julio Bressane.

Os próximos convidados são Caio Blat e Patrícia Pillar. O programa é exibido às quarta-feiras, à meia-noite, com reprise na quinta-feira, às 21h.

Fest Paraná 2009

O filme moçambicano de Teresa Prata, “Terra Sonâmbula”, ganhou o Trófeu Araucária de Ouro, prêmio de melhor filme do Festival do Paraná, idealizado e comandando pela atriz Italla Nandi. O prêmio de melhor direção foi para Sílvio Tendler por seu “Utopia e Bárbarie”. O filme, que levou quase vinte anos para ser concluído, ganhou também o prêmio de melhor montagem, assinada por Bernardo Pimenta.

A quarta edição do festival premiou o trabalho das atrizes Grazia Cesarini Sforza, Marina Cacciotti, Maria Cali e Valeria De Franciscis no filme italiano “Almoço em Agosto” e do ator Bertrand Duarte no brasileiro “Pau Brasil”. Fernando Peredo (“Cemitério de Elefantes”) e a dupla Fernanda Belling e Milena Flick (“Pau Brasil”) ficaram com os troféus de melhor ator e atriz coadjuvante.

O curta “Porque Há Coisas Que Nunca Se Esquecem” levou o prêmio de melhor filme e melhor direção.

A lista completa dos premiados pode ser vista aqui.

Lula no Festival de Brasília

Mesmo com a polêmica por trás do lançamento de um filme sobre o atual presidente da república próximo à disputa eleitoral e a descrença de grande parte da crítica especializada causada pelo histórico de seu diretor, “Lula, O Filho do Brasil”, de Fábio Barreto foi o escolhido para abrir a 42ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no dia 17 de novembro.

Depois da edição da revista IstoÉ, onde é matéria de capa, e da repetição insistente do trailer depois de seu comentado lançamento, o filme mais caro do clã Barreto anda na boca do povo.


Ugo Giorgetti na sala

O SescTV exibe, no próximo dia 22, o programa Sala de Cinema com o diretor, produtor e roteirista Ugo Giorgetti. Na entrevista/conversa ele fala sobre seus filmes “O Príncipe”, “Boleiros”, “Sábado”, “Festa” e outros; a influência da publicidade em seu trabalho e a produção de baixo orçamento.

Entrevistado por Miguel de Almeida, Giorgetti ainda responde às perguntas da atriz Márcia Bernardes, do jornalista Maurício Stycer, do fotógrafo Tuca Vieira e do tradutor Claudio Willer.

O programa Sala de Cinema vai ao ar todas às quinta-feiras, às 22h.

O entrevistado do programa seguinte, que vai ao ar dia 29, é o diretor Cacá Diegues.

Paulo Emílio – Jean Vigo

No próximo dia 21 de outubro, no CineSESC (R. Augusta, 2075, São Paulo), acontece o lançamento da caixa Paulo Emílio – Jean Vigo, composta pelos livros Vigo, vulgo Amereida e Jean Vigo, escritos pelo crítico Paulo Emílio Sales Gomes; dois DVDs com a obra integral do cineasta francês e alguns extras.

Depois do lançamento, o filme “Zero em Comportamento” será exibido e seguido por um debate com a filha do cineasta Lucy Vigo, Antonio Candido, Carlos Augusto Calil e mediado pelo jornalista Luiz Zanin Oricchio.

No dia 22, o CineSESC um mini-ciclo do cineasta, a partir das 15h.

Co-produções no CineBH

A terceira edição do CineBH faz parte do Ano da França no Brasil e traz como tema principal a co-produção. A mostra segue até o próximo dia 20 com 77 títulos selecionados e vários debates.

Entre os filmes estão “Os Famosos e os Duendes da Morte”, premiado como o melhor filme do Festival do Rio este ano; “Mamonas pra Sempre, o Doc”; “Dzi Croquetes”; “Só Dez por Cento É Mentira” e “Todo Mundo Tem Problemas Sexuais”.

Uma das mostras homenageia a produtora O2 Filmes e suas co-produções internacionais. Os títulos escolhidos para exibição foram “Ensaio Sobre a Cegueira”, “O Banheiro do Papa”, “Ginga” e “Cidade de Deus”.

Programação completa aqui.

Te Amarei Para Sempre

(The Time Traveler's Wife, EUA, 2009)

Quem lê o péssimo título do filme em português vai entrar no cinema esperando apenas mais uma historinha de amor bobo e vai encontrar na tela algo além disso. Adaptado do romance de Audrey Niffenegger, The Time Traveler's Wife (ou A Mulher do Viajante do Tempo), o longa conta a história do complicado amor de um viajante do tempo.

Diferente de alguém que constrói um máquina para transitar entre épocas distintas, ou de alguém que consiga provocar ausências e mudar o passado, Henry tem um problema génetico que o faz desaparecer de uma hora para a outra e acordar nu em um lugar diferente no tempo.

É em suas viagens que conhece a ainda criança Clare que, em outra época, se apresenta para ele. Assim, de forma meio confusa temporalmente, os dois se apaixonam e casam, ainda que nunca saibam exatamente quando poderam ficar juntos.

O roteiro de Bruce Joel Rubin, que já falou de amores impossíveis em Ghost - Do Outro Lado da Vida, tenta unir todas as viagens e suas consequências em pouco mais de 100 minutos de projeção e funciona, apesar de não consegue se manter em algumas passagens.

A dupla central de atores, Eric Bana (Tróia) e Rachel McAdams (Diário de uma Paixão), também não é tão empolgante quanto o esperado para uma paixão que dura tanto tempo, mas ainda assim é simpática.

No final das contas, o filme é até bonitinho, mas fica perdido entre seus dois temas. E se segue muito bem a história do romance, é meio confuso e inseguro quanto às idas e vindas de Henry pelo tempo, mas ainda assim consegue estabelecer uma conexão com o público. A torcida pela realização de um amor que não tem muitas chances de acontecer, acaba prevalecendo.

Daqueles para ser visto sem grandes expectativas.


Um Grande Momento

- Você é casado?
- Sim!



Links
Site OficialIMDbSubmarino

Drama
Direção: Robert Schwentke
Elenco: Eric Bana, Rachel McAdams, Alex Ferris, Brooklynn Proulx, Ron Livingston, Jane McLean, Michelle Nolden, Arliss Howard, Hailey McCann, Stephen Tobolowsky
Roteiro: Audrey Niffenegger (romance), Bruce Joel Rubin
Duração: 107 min.
Minha nota: 6/10

CineEsquemaNovo 2009 - Festival de Cinema de Porto Alegre



De 17 a 24 de outubro, Porto Alegre recebe mais uma vez o melhor da produção audiovisual independente e contemporânea, do Brasil e do exterior, com a sexta edição do CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN 2009). Mais de 20 diretores, de diversas partes do País, estarão na capital gaúcha para acompanhar o festival deste ano, que contará com sete mostras 112 filmes e 76 diferentes sessões. Toda a programação é gratuita e acontece na Sala P.F. Gastal, no Cine Santander Cultural e no Cine Bancários.

A Abertura do festival acontece às 19h30 do dia 17, no lounge montado no 3º andar da Usina do Gasômetro, seguida pela exibição do primeiro longa-metragem em competição: “Loveless”, do paulista Cláudio Gonçalves, às 21h, na Sala P. F. Gastal.

O Encerramento do CineEsquemaNovo 2009, no dia 24, contará com a pré-estréia Internacional do longa-metragem norte-americano “Stingray Sam”, de Cory McAbee (19h30h, na Sala P.F. Gastal), exibido este ano em Sundance. Logo após, às 21h, serão conhecidos os filmes vencedores do CEN 2009, na cerimônia de premiação. Os premiados participarão de uma mostra itinerante nas lojas da Livraria Cultura de Porto Alegre, São Paulo (Bourbon Pompéia), Campinas, Recife e Brasília, entre os dias 29 a 31 de outubro.

O CineEsquemaNovo deste ano conta com as mostras competitivas de Longas-metragens (4 filmes), de Curtas e Médias-metragens (22 filmes) e ainda a Mostra Aula de Cinema (24 filmes), focada na produção universitária. Estas mostras foram selecionadas e montadas a partir das quase 800 inscrições recebidas pelo festival para seleção, vindas de todos os cantos do Brasil.

A programação especial envolve uma série de filmes inéditos no Brasil, caso da Mostra Zona Livre (com filmes premiados em diversos festivais pelo mundo, e que construíram sua reputação em fóruns de cinema na internet) e da Mostra Cine en Construcción (com produções latino-americanas apoiadas pelo projeto de mesmo nome, realizado anualmente na França no Festival de Toulouse). Isso, sem contar a importante Mostra Cinema Marginal Brasileiro - com filmes clássicos, e outros nunca lançados comercialmente, integrantes da coleção homônima lançada em DVD este ano pela Heco Produção e Lume Filmes.

A programação também é composta pela Mostra da Meia-Noite, com diversos filmes realizados por pessoas ligadas direta ou indiretamente à organização do festival; pela Hora Extra, atividade realizada sempre às 18h no longe do festival na Usina do Gasômetro envolvendo música ao vivo, performances e projeções; pelos Seminários, liderados pelos integrantes do Júri Oficial do CEN 2009 (Cezar Migliorin, Christian Saghaard, Lina Chamie, Maria Helena Bernardes e Maria Henriqueta Creidy Satt) na Usina do Gasômetro; pelos Debates com os diretores dos filmes das mostras competitivas de longas e curtas, que acontecem sempre após as sessões; e pela tradicional Oficina de Crítica Cinematográfica, este ano ministrada pelo jornalista Daniel Feix, responsável por orientar os participantes na escolha do longa-metragem que receberá o Prêmio da Nova Crítica. Um grande debate de encerramento, na tarde do dia 24, completa a grade de atividades deste ano.

Filmes em competição

No total, 46 filmes integram a programação das três mostras competitiva do CEN 2009. A curadoria para esta seleção foi realizada pelos cinco realizadores do festival: Alisson Avila, Gustavo Spolidoro, Morgana Rissinger, Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo.

Quatro filmes competem na Mostra de Longas (ML): “A Casa de Sandro”, de Gustavo Beck (RJ); “Loveless”, de Cláudio Gonçalves (SP), filme que faz sua estréia em festivais; “Praia do Futuro”, do grupo composto por Wanessa Malta, Guto Parente, Thais Dahas, Thaís de Campos, Ivo Lopes, Fred Benevides, Fernanda Porto, Armando Praça, Diogo Costa, Mariana Smith, Rúbia Mércia, Pablo Assumpção, Luiz Pretti, Themis Memória, Ythallo Rodrigues, Ricardo Pretti, Salomão Santana e Felipe Bragança (CE); e “Ressaca”, de Bruno Vianna (RJ), longa que é montado em tempo real, diante da platéia, durante a sua exibição.

Na Mostra de Curtas (MC), serão 22 curtas e médias-metragens oriundos dos estados de SP, MG, CE, PE, PB, RJ e RS, além de co-produções com países como Croácia, Portugal, Argentina, Sérvia e Egito.

Já a Mostra Aula de Cinema (MAC), dedicada à valorização do cinema feito em escolas, cursos e universidades, apresenta 24 filmes de 14 instituições, vindas de sete estados brasileiros, além de escolas de cinema de Cuba, Estados Unidos e França

Mostras paralelas

Entre as mostras especiais, destacam-se dois importantes programas internacionais: a Mostra Zona Livre e a Mostra Cine en Construcción.

Composta por filmes inéditos e outros raramente exibidos no País, a Mostra Zona Livre apresenta oito produções, entre longas, médias e curtas, que chamaram a atenção de diversos festivais espalhados pelo mundo, mas que terminaram por construir a sua verdadeira reputação nos fóruns e comunidades de cinema da internet, dentro de um circuito paralelo de circulação e reflexão. A curadoria de Bruno Carboni e Davi Pretto trouxe títulos de diretores reconhecidos em diferentes cenas do audiovisual independente mundial. Filmes raros e cultuados por cinéfilos de todo o mundo, que cada vez mais ampliam sua busca usando a internet como janela de exibição e pesquisa.

Já a Mostra Cine en Construcción é uma parceria do CineEsquemaNovo com o projeto de mesmo nome originário do festival de Toulouse, na França, e que também acontece no festival de San Sebastian, na Espanha. O Cine en Construcción fomenta e promove a produção latino-americana, levando-a a novas redes de distribuição e exibição. Sete filmes falados em espanhol e português, premiados e exibidos nos mais influentes festivais internacionais, estarão em destaque no CEN. Alguns são lançamentos recentes e inéditos no Brasil.

Outro programa em evidência é a Mostra Cinema Marginal Brasileiro, realizada ao lado da Lume Filmes e da Heco Produções, que lançam durante o festival um novo selo de cinema brasileiro de arte. O projeto estréia com a Coleção Cinema Marginal Brasileiro, composta por 12 DVDs, totalizando 38 filmes produzidos desde a década de 1960 – alguns deles, nunca lançados comercialmente.

Os quatro primeiros volumes, que já podem ser encontrados nas lojas especializadas, serão apresentados na Mostra Cinema Marginal Brasileiro do CEN 2009. São quinze filmes entre longas, médias e curtas-metragens, incluindo títulos nunca exibidos em Porto Alegre. Entre os longas estão os clássicos "Bang Bang" (1971), de Andrea Tonacci; "Sem essa, Aranha" (1970), de Rogério Sganzerla; "Meteorango Kid, o Herói Intergalático" (1969), de André Luiz Oliveira, e "Os Monstros de Babaloo" (1970), de Elyseu Visconti. Os próximos quatro DVDs da coleção contarão com filmes de Carlos Reichenbach, José Agrippino de Paula, Geraldo Veloso, e Ozualdo Candeias

A programação de filmes se completa com as tradicionais Sessões da Meia-Noite (MN), que permanecem no CEN 2009, com produções fora de competição, convidadas pelo festival ou realizadas por pessoas envolvidas com a sua organização. Neste ano, serão exibidos 24 filmes nesta mostra.

Confira a programação completa aqui.

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