Slider

Tudo é possível em Hollywood

Por Cecilia Barroso

Chega aos cinemas o filme que rendeu o Oscar de melhor atriz à Sandra Bullock. Com cara de telefilme, a história contada é a de Michael Oher, destaque no futebol americano após ser adotado por uma família rica.

» Leia mais
10%

Bem temperado

Por Cecilia Barroso

A variedade cultural da Alemanha dá o tom na primeira comédia do diretor Faith Akin. A leveza do filme conquista e deixa o espectador mais leve.

» Leia mais
90_minutos

Presos na ilha

Por Cecilia Barroso

Com toques do bom cinema noir, Ilha do Medo, que estréia hoje nos cinemas, é um daqueles suspenses cheios de tensão psicológica e reviravoltas. Aproveite a viagem!

» Leia mais
Avatar

Vencedores do Oscar 2010

Por Cenas de Cinema

Em uma noite mais entediante do que animada a Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood anunciou os melhores do ano. E Guerra ao Terror foi o grande vencedor da noite.

» Leia mais
Oscar 2010

Framboesa de Ouro 2010

Por Cenas de Cinema

O Troféu Framboesa de Ouro chega à sua 30ª edição. Além de premiar os piores do ano, também foram escolhidos os piores da década. E Sandra Bullock cumpriu a promessa, foi receber seu prêmio.

» Leia mais
Sandra Bullock e a Framboesa de Ouro

Origens do mal

Por Cecilia Barroso

Com Fita Branca, Michael Haneke tenta descobrir quem foram as crianças que viraram os adultos nazistas da Segunda Guerra e de onde podem ter tirado tanto ódio e intolerância.

» Leia mais
Fita Branca

Amor de Mãe

Por Cecilia Barroso

Sensibilidade e ação se misturam no drama sul-coreano Mother para contar a história de uma mãe que não mede esforços e nem consequências para salvar seu único filho.

» Leia mais
Mother

A guerra é uma droga

Por Cecilia Barroso

Depois do lançamento espalhafatoso no mercado nacional direto em dvd, chega aos cinemas Guerra ao Terror, retrato duro da influência da guerra na vida de seus soldados.

» Leia mais
Guerra_terror

Perdão, Mister Fiel

(Perdão, Mister Fiel, BRA, 2009)

Três meses após a morte do jornalista Vladimir Herzog nos porões do DOI-CODI/SP, divulgada como enforcamento suicida pelos militares, morria, em circunstâncias idênticas o operário Manoel Fiel Filho.

No dia seguinte à sua prisão, na fábrica onde trabalhava, por dois homens que diziam trabalhar para a prefeitura, sua esposa foi comunicada de seu suposto suicídio. Na verdade, Fiel fora assassinado, depois de uma dura sessão de tortura, por receber o jornal Voz Operária.

O acontecido fez com que o presidente Ernesto Geisel tomasse uma atitude contra os atos, muito mais pela insubordinação e falta de hierarquia do II Exército de São Paulo do que por sensibilizaão humanista, claro. O afastamento do general Ednardo D'Ávila Melo do comando, três dias depois da morte, é considerado por muitos como o primeiro passo para a abertura política.

À boa história somam-se depoimentos de brasilianistas, defensores de direitos humanos, ex-torturados e presidentes da república, mas é um ex-agente do DOI-CODI, Marival Chaves, que choca ao contar detalhes do funcionamento dos porões. Ele descreve métodos de tortura e de ocultação de cadáver e, citando nomes de vítimas e algozes, assume assassinatos que até hoje tentam esconder.

Se o material é bom e tem muita história para contar, o resultado final não consegue convencer como cinema. Jornalista de longa data, o diretor Jorge Oliveira não consegue se livrar do didatismo e pior, deixa transparecer na tela seu pouco gosto pelo gênero documentário.

Apelando para encenações dos momentos vividos por Fiel e sua família antes, durante e depois de sua morte, o filme se perde. Tudo parece mal ajambrado e desnecessário, ainda que tente, sem sucesso, dar uma linha para o que está sendo contado. O efeito de manter o preto-e-branco e destacar uma das cores não só incomoda, como envergonha.

Alguns depoimentos também poderiam ter ficado de fora, como o de Fernando Henrique Cardoso, que dá uma desculpa para a manutenção do sigilo dos arquivos, Lula e de José Sarney, que fala, fala e termina sem dizer nada.

A trilha sonora escolhida, com uma das mais lentas (e chatas)versões de O Bêbado e o Equilibrista, de Aldir Blanc e João Bosco, também não foi das mais felizes, assim como os efeitos para transitar entre os depoimentos.

Uma das principais preocupações do filme, válida, é relacionar os golpes militares com a intervenção estadunidense em vários países da América do Sul na época. Mas as coisas parecem estar tão longe de um desenho lógico, tão fora de ordem, que a informação sobra deslocada e menos relevante do que é.

Mesmo com todos os problemas, não há como negar a importância do documentário. É o tipo de filme que vale a pena ver para conhecer mais sobre a história do Brasil e dos países vizinhos e de todo o atraso que a ditadura militar causou à sociedade.

Como uma ferida aberta, que dificilmente cicatrizará, este momento histórico ainda renderá muitos filmes. Mas seria bom se filmes com a proposta, o potencial e o material de Perdão Mister Fiel fossem melhor aproveitados, cinematograficamente, das próximas vezes.

Fora das telas, a comissão de Diretos Humanos do Senado Federal, presidida por Cristóvam Buarque, vai realizar uma audiência pública para discutir o documentário. O diretor Jorge Oliveira e o agente Marival Chaves estarão presentes.

Um Grande Momento

Desmascarando a falsa democracia dos atos de Geisel com falas do próprio.


Prêmios e indicações (as categorias premiadas estão em negrito)

Festival de Brasília
: Filme


Documentário
Direção: Jorge Oliveira
Elenco: Roberto de Martin, Alice Stefãnia, Similião Aurélio
Roteiro: Jorge Oliveira
Duração: 95 min.
Minha nota: 3/10

Posts relacionados

2 comentários :

Robson Saldanha disse...

Quando crescer quero ser que nem você... ir para as mostras todas! hahaha

Leandro disse...

Filme muito mal feito, com abordagem confusa e muito clichê... A versão de O Bêbado e O Equilibrista, no final, é uma das coisas mais torturantes e horríveis que já ouvi. Bastante digna para um filme quem a tortura como tema!

Carregando...

Design: Bruna Bites | Desenvolvido por: Nós Codificamos