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em
15.11.09
(Five Minutes of Heaven, GBR, 2009)
A Irlanda é um daqueles países que tem uma história de muito sangue derramado. O conflito religioso entre os católicos e protestantes do local gerou inúmeras vítimas e causa sofrimento até hoje com a marca de todas essas mortes.
Five Minutes of Heaven volta às marcas desta guerra civil e, com uma história ficcional, toca na ferida aberta de mortes despropositadas e do efeito de uma delas, especificamente, na vida de dois envolvidos.
Alistair Little era guerrilheiro e, para provar seu valor ao seu grupo, assassina o filho de uma família católica, sem medir consequências de seu ato e sem dar muita importância para a presença do irmão caçula da vítima, Joe Griffen, que presencia os disparos.
Vinte cinco anos depois, os dois estão prestes a se encontrar em um programa sensacionalista que ganha dinheiro e audiência ao mostrar reconciliações. Enquanto Little carrega o peso da culpa e do olhar assustado da criança, Griffen não vê a hora de se vingar da devastação de sua mãe, que sempre o culpou por não ter feito nada na noite do crime.
Ainda que tenha um bom roteiro, consiga despertar alguma ansiedade no público e conte com boas atuações de Liam Neeson e James Nesbitt, o filme parece não confiar em sua essência. A sensação de que alguma coisa está faltando na história e na criação dos personagens persiste até o final da projeção e o que poderia ser uma experiência interessante vira mais um filme de drama psicológico, sem muitas novidades e sem muita coisa a dizer.
Uma boa pedida para aqueles que gostam de filmes do gênero e conhecem um pouco da sangrenta história irlandesa, mas para ser vista sem grandes expectativas.
Um Grande Momento
Quando acaba.
Links
Drama
Direção: Oliver Hirschbiegel
Elenco: Liam Neeson, James Nesbitt, Anamaria Marinca, Juliet Crawford, Niamh Cusack, Mark David, Richard Dormer, Katy Gleadhill
Roteiro: Guy Hibbert
Duração: 90 min.
Minha nota: 6/10
Copyright 2009 Cecília Barroso
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2 comentários :
Já eu gostei bastante do filme. Dá a impressão que faltou algo ao filme mesmo, por causa de sua curta duração, mas possui uma ótima história e a atuação de Nesbitt merecia uma indicação ao Oscar.
Eu também gostei muito. Ibertson, tem razão quanto ao Nesbitt. O que seria dos críticos se fosse proibido ler os artigos uns dos outros? Absolutamente ninguem quer ser ridicularizado. Aliás, alguem conhece uma estátua erguida em nome de um grande crítico? Um busto? Um quadro? Ok, uma placa de rua? Cecília, suas opiniões são verdadeiras. So que apenas pra você. É verdade. Apenas para o seu universo. Com sorte, também para o de seus colegas. Para que seu texto tenha algum valor escreva no final "minha opinião". Minha opinião.
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