Novo e excelente
Por Cecilia Barroso
Depois de tantas histórias de amor contadas do mesmo jeito, 500 Dias Com Ela chega para mudar isso. A surpresa começa na dedicatória do filme e se mantém entre as muitas idas e vindas no tempo.
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Por
Cecilia Barroso
em
9.11.09
(Das weiße Band - Eine deutsche Kindergechichte, ALE, 2009)
No que pode dar uma a criação baseada na ausência de comunicação, autoritarismo, intolerância, falta de limites e espaço, violência, punições e castigos corporais, imposição de respeito pelo medo e terrorismo psicológico? Como crianças educadas sem qualquer demonstração de afeto e com tanto ódio dentro de si encaram o mundo?
Relacionando todos os problemas, Michael Haneke chega a um ponto aterrador: o nazi-fascismo alemão. As crianças que vemos na tela vivem em uma pequena vila pouco tempo antes da Primeira Guerra Mundial e sofrem todos os tipos de agressão possíveis e imagináveis por parte dos adultos locais.
Aqueles que seriam os futuros adultos no mundo de Hitler, com suas experiências e segregação, são assombrados pela crueza e ignorância de seus pais. A inversão de valores, reações absurdas e uma maldade latente são o resultado.
Mas o pior da mensagem de Haneke vai além da raiz do nazismo histórico e volta-se para a realidade atual, onde uma juventude sem-limites protagoniza episódios de desrespeito ao próximo, violência extrema e intolerância, ainda que a criação seja mais liberal e a quantidade de informações seja muito mais abundante.
A fotografia em preto e branco de Christian Berger, além de melhor adequar a história à época, torna tudo ainda mais frio e difícil. A composição de imagens é fantástica e a relação entre os acontecimentos e as belas paisagens do local, contrastante, funciona muito bem e torna possível a exposição prolongada a eventos tão incômodos. Principalmente por serem todos eles associados a crianças.
Uma experiência daquelas que não sai logo da cabeça e que promete começar discussões acaloradas sobre o que se viu na tela. Marcante e triste.
Um Grande Momento
O castigo por sentir desejo.
Prêmios e indicações (as categorias premiadas estão em negrito)
Cannes: Palma de Ouro
Links
Drama
Direção: Michael Haneke
Elenco: Susanne Lothar, Ulrich Tukur, Burghart Klaußner, Josef Bierbichler, Marisa Growaldt, Christia Friedel, Leonie Benesch, Ursina Lardi, Steffi Kühnert
Roteiro: Michael Haneke
Duração: 144 min.
Minha nota: 8/10
Copyright 2009 Cecília Barroso
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1 comentários :
Adoro este típo de filme e sou fã de Haneke. Ou seja, é um dos que mais quero assistir neste ano.
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