Com total falta de respeito e educação, várias pessoas vão ao cinema como se fossem ao barzinho ou se comportam como se estivessem na sala de suas casas. E danem-se aqueles que estão ali para ver o filme.
O encontro de duas pessoas bem diferentes e uma grande vontade de fazer dar certo. Tentativas, renúncias e omissões, vale tudo para ser feliz no novo longa de Anna Muylaert.
Se alguém pode inventar um fim do mundo de encher os olhos é o megalomaníaco Roland Emmerich. Sem nenhum conteúdo, seu apocalipse diverte e impressiona.
Depois de muitos anos dedicada ao casamento, à casa e aos filhos, mulher resolve voltar a trabalhar como fisioterapeuta. Durante a reforma de seu consultório, ela se envolve com um dos pedreiros e fica completamente apaixonada.
O tema batido da mulher que redescobre o amor e a alegria de viver oscila entre bons e maus momentos e consegue alcançar as contradições de alguém que resolve entregar-se a uma aventura como essa, mas sem resistir aos clichês.
A péssima opção pela sequência inicial em flash-foward, o extremo de algumas situações e soluções fáceis, embora inesperadas, acabam tirando pontos do resultado final. O que poderia ser um excelente filme, torna-se mais um entre muitos que falam sobre o assunto.
Apesar dos pesares, o filme conta com ótimas atuações de Yvan Attal e Sergi López, além de um excelente trabalho de Kristin Scott Thomas que, boa atriz, anda se dedicando mais a seus personagens no cinema francês. A excelente fotografia de Agnès Godard também está entre os pontos fortes do longa.
Ainda assim, quando as luzes se acendem e por algum tempinho, fica a incômoda sensação de que a falta de originalidade compromete, mas dá para assistir quando as expectativas não são tão grandes assim.
Um Grande Momento
A revelação.
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Drama Direção: Catherine Corsini Elenco: Kristin Scott Thomas, Sergi López, Yvan Attal, Bernard Blancan Roteiro: Catherine Corsini, Gaëlle Macé Duração: 85 min. Minha nota: 6/10
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