Com total falta de respeito e educação, várias pessoas vão ao cinema como se fossem ao barzinho ou se comportam como se estivessem na sala de suas casas. E danem-se aqueles que estão ali para ver o filme.
O encontro de duas pessoas bem diferentes e uma grande vontade de fazer dar certo. Tentativas, renúncias e omissões, vale tudo para ser feliz no novo longa de Anna Muylaert.
Se alguém pode inventar um fim do mundo de encher os olhos é o megalomaníaco Roland Emmerich. Sem nenhum conteúdo, seu apocalipse diverte e impressiona.
Entre os muitos cameos (detalhes muito pessoais que deixam o trabalho inconfundível) de Wes Anderson, o maior de todos são as figuras que ele gosta de retratar. Tipos estranhos que de alguma maneira acabam criando uma forte relação entre eles, com cobranças, esperanças e frustrações.
A adaptação de uma das mais famosas histórias infantis dos Estados Unidos não fugiram da marca registrada. Fica difícil dizer se o livro foi adaptado às telonas ou o cinema de Anderson se adaptou ao livro transformando-o.
Depois que descobre que vai ser pai, uma raposa maladra resolve que vai largar a vida do crime e arruma um emprego normal como colunista do jornal dos bichos. Frustrado depois de uns anos, o agora pai decide mudar-se para um lugar “menos pobre” e escolhe uma árvore na frente de três grandes fazendas: uma de frangos, outra de perus e outra de maçãs.
A tentação insuportável o leva a cometer um último crime e, como todo mal feito, o resultado não é dos melhores.
A história não é das mais profundas, afinal de contas uma raposa que resolve roubar propriedades vizinhas não é exatamente nenhuma tese de mestrado, mas tem vários detalhes interessantes que fazem pensar e, o mais importante, diverte seus espectadores.
A autoria dos longa, além dos tipos retratados, está em todos os detalhes. As roupas dos personagens são, assim, muito Wes Anderson. E então vêm os diálogos, as relações familiares, o Owen Wilson e não resta dúvida alguma de que aquela, ainda que dirigida à distância, seja uma obra do diretor.
Com todo o debate sobre a natureza animal, os instintos e outros detalhes também tão presentes na vida de cada um, o público logo fica do lado do carismático raposo ladrão e, além da torcida, dá boas gargalhadas.
Um filme gostoso de ver e que pode ser aproveitado naquele programa família de fim de semana.
Um Grande Momento
A conversa com o treinador.
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Animação/Aventura Direção: Wes Anderson Elenco: George Clooney, Meryl Streep, Jason Schwartzman, Bill Murray, Wallace Wolodarsky, Eric Chase Anderson, Michael Gambon, Willem Dafoe, Owen Wilson, Wes Anderson Roteiro: Roald Dahl (livro), Wes Anderson, Noah Baumbach Duração: 87 min. Minha nota: 7/10
Não gostei muito dos últimos trabalhos do Wes Anderson e espero que essa animação funcione como seu retorno aos bons tempos - até porque parece ser mais interessante que a maior parte dos atuais filmes do gênero.
3 comentários :
Não gostei muito dos últimos trabalhos do Wes Anderson e espero que essa animação funcione como seu retorno aos bons tempos - até porque parece ser mais interessante que a maior parte dos atuais filmes do gênero.
Gosto muito dos trabalhos de Anderson (menos de Steve Zissou). Acho que a animação vai me agradar!
Tese é de doutorado e não de mestrado.
Para mestrado fala-se dissertação.
Beijos!
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