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Dá pra calar a boca?

Por Cecília Barroso

Com total falta de respeito e educação, várias pessoas vão ao cinema como se fossem ao barzinho ou se comportam como se estivessem na sala de suas casas. E danem-se aqueles que estão ali para ver o filme.

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Calado

Brincando com o medo alheio

Por Cecilia Barroso

Sem abusar de efeitos especiais e de violência explícita, Atividade Paranormal usa sua lentidão e a ausência de acontecimentos para provocar o medo.

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atividade_paranormal

Uma guerra real

Por Cecilia Barroso

Ignorando os cinemas, Guerra ao Terror sai direto em DVD no Brasil. Favorito ao Oscar, o filme trabalha a guerra de uma maneira crua e realista.

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Guerra_terror

Bancando a ditadura

Por Cecilia Barroso

Cidadão Boilesen enfia a não na ferida da ditadura e mostra a participação do empresariado brasileiro nos anos de terror.

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Boilesen

De volta a Woodstock

Por Cecilia Barroso

Mais interessado na mudança que o mais famoso festival de música causou na vida das pessoas do local, Ang Lee traz de volta o espírito dos anos 60.

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Woodstock

Com ou sem cigarro

Por Cecilia Barroso

O encontro de duas pessoas bem diferentes e uma grande vontade de fazer dar certo. Tentativas, renúncias e omissões, vale tudo para ser feliz no novo longa de Anna Muylaert.

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Proibido_fumar

O fim está próximo

Por Cecilia Barroso

Se alguém pode inventar um fim do mundo de encher os olhos é o megalomaníaco Roland Emmerich. Sem nenhum conteúdo, seu apocalipse diverte e impressiona.

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2012

13 Minutos

(13 Minutos, BRA, 2009)

33ª Mostra Internacional de CinemaEm outubro de 2005 o governo aprovou o estatuto anti-armas. Um dos artigos da lei proibia a comercialização de armas no país por civis e foi levado à referendo popular. Os brasileiros deveriam dizer sim ou não ao artigo e as campanhas de ambos os lados começaram.

Uma das ONGs que defendiam o sim era o Instituto Sou da Paz. Os diretores Felipe Briso e Gilberto Toczewski retrataram os dez últimos dias antes da votação.

Entre estratégias de campanha e debates acompanhamos o dia a dia dos envolvidos na campanha e mesmo sendo através de uma lente que acreditava no outro lado, conhecemos um pouco daqueles que defendiam o "não".

Imagens da mulher descontrolada dizendo que quando a filha estivesse sendo estuprada chamaria o pessoal da ONG para fazer gracinha, do homem que no meio do debate avisa em tom de ameaça que está armado ou da senhora que diz que o "pobrezinho do interior" não vai poder ter uma arma para atirar em um sem-terra que esteja invadindo sua casa são assustadoras.

O filme termina logo após a declaração do resultado e contradições dos argumentos do "não" só apareceram mesmo depois. Como o Coronel Ubiratan, policial condenado a mais de 600 anos pelas mortes ocorridas na invasão do presídio Carandiru e político para quem todos deveriam ter um revolver para poder se proteger. Menos de um ano depois do referendo, ele foi morto pela namorada, em sua casa e com sua arma.

Tecnicamente, o filme fica devendo e peca pela parcialidade, mas, ainda assim, é um bom documento daquele momento histórico, quando o povo teve o poder de decidir, ainda que indevidamente, sobre algo seríssimo.

O título do filme vem de uma triste estatística da época. A cada 13 minutos uma pessoa era morta por arma de fogo no Brasil.

Um Grande Momento

O discurso depois do resultado.

Horários na Mostra*

25/10 - 14:00 - Unibanco Arteplex 4 (Sessão: 241)
31/10 - 14:00 - Cine Bombril 2 (Sessão: 897)


Documentário
Direção: Felipe Briso, Gilberto Toczewski
Roteiro: Thiago Dottori, Felipe Briso, Gilberto Topczewski
Duração: 80 min.
Minha nota: 6/10
*Programação sujeita a alteração.

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