Chega aos cinemas o filme que rendeu o Oscar de melhor atriz à Sandra Bullock. Com cara de telefilme, a história contada é a de Michael Oher, destaque no futebol americano após ser adotado por uma família rica.
Com toques do bom cinema noir, Ilha do Medo, que estréia hoje nos cinemas, é um daqueles suspenses cheios de tensão psicológica e reviravoltas. Aproveite a viagem!
Em uma noite mais entediante do que animada a Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood anunciou os melhores do ano. E Guerra ao Terror foi o grande vencedor da noite.
O Troféu Framboesa de Ouro chega à sua 30ª edição. Além de premiar os piores do ano, também foram escolhidos os piores da década. E Sandra Bullock cumpriu a promessa, foi receber seu prêmio.
Com Fita Branca, Michael Haneke tenta descobrir quem foram as crianças que viraram os adultos nazistas da Segunda Guerra e de onde podem ter tirado tanto ódio e intolerância.
Sensibilidade e ação se misturam no drama sul-coreano Mother para contar a história de uma mãe que não mede esforços e nem consequências para salvar seu único filho.
Depois do lançamento espalhafatoso no mercado nacional direto em dvd, chega aos cinemas Guerra ao Terror, retrato duro da influência da guerra na vida de seus soldados.
Existe uma época na vida em que todas as coisas parecem estar fora de lugar. Sentimentos e sensações se confundem e existe uma oscilação constante entre a inocência e a maturidade. É a adolescência que chega com a fúria dos hormônios e a dureza de coisas que não víamos ou prestávamos atenção antes.
O novo filme de Heitor Dhalia fala justamente desta transição. Com um tom bem pessoal e mais próximo da realidade, depois das obscuridades de Nina e das excentricidades de O Cheiro do Ralo, À Deriva, roteirizado por Dhalia em parceria com Vera Egito, traz um pouco da vida do próprio diretor, apesar de, como ele mesmo diz, não ser biográfico.
Na tela vemos a vida segundo os olhos de Felipa, de catorze anos, que ao mesmo tempo está descobrindo sua sexualidade, tem que conviver com o casamento falido de seus pais e aprender a lidar com a infidelidade.
Os poucos diálogos e o modo mais sensitivo do filme ganham muito com a fotografia estonteante de Ricardo Della Rosa, que soube aproveitar muito bem o visual de Búzios em todas suas tonalidades e luzes para criar quadros perfeitos.
O elenco é surpreendente. Débora Bloch, afastada há algum tempo das telonas, surpreende ao dar vida à Clarice, mãe amargurada que sempre precisa de mais uma dose para superar o triste momento de sua vida. Seu marido, Matias, é vivido pelo cultuado ator francês Vincent Cassel. Os dois juntos quase não precisam falar e conseguem passar toda a negatividade da relação com trocas de olhares e o tom sarcástico da voz.
Mesmo com toda a qualidade dos dois atores, porém, quem chama mesmo atenção é a novata Laura Neiva. Descoberta pelo Orkut, aos quinze anos, ela consegue levar o papel com uma competência impressionante.
Para os outros personagens infanto-juvenis também foram escolhidos jovens sem experiência como atores e o resultado foi positivo. A turma de adolescentes não poderia ser mais natural. Até o galã Cauã Reymond aparece pra fazer uma pontinha. O único problema fica com o outro nome estrangeiro da produção. A americana Camilla Belle está muito aquém dos demais e parece não se sentir nunca à vontade.
A direção de arte também é bem interessante e, de forma sutil, com elementos aqui e ali, despistam a época dos acontecimentos. Claro que a história da morte da socialite Ângela Diniz inserida no meio da trama já seria elemento suficiente para essa localização temporal, mas cinturas altas, shortinhos da Tico, blusas estilo K&K e sapatilhas reebok (o figurino anos 80 é assinado pelo estilista Alexandre Hercovich) levam a história para alguns anos depois e outros detalhes, como um gloss, trazem o filme para o presente. Embora tenhamos uma idéia de que aquilo aconteceu no passado, não sabemos precisar quando.
Outro ponto alto é a trilha sonora de Antônio Pinto que parece conseguir juntar na partitura a beleza da natureza local e a melancolia da história.
Muitas semelhanças com o cinema francês e o novo cinema argentino podem ser percebidas, tanto no desenvolvimento do tema quanto no ritmo comtemplativo, que pode não ser uma unanimidade, mas é perfeito para a história.
Embora o final não tenha conseguido falar tão alto como o resto do filme é uma grande e bela experiência. Daquelas que fazem a gente daqui sair do cinema orgulhosa.
Imperdível, mas é bom já entrar na sala sabendo que não vai ver mais um filme com a batida e artificial estrutura estadunidense que costuma frenquentar os cinemas brasileiros.
Um Grande Momento
O constrangimento que paira no ar junto com a história do novo livro.
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Drama Direção: Heitor Dhalia Elenco: Laura Neiva, Débora Bloch, Vincent Cassel, Cauã Reymond, Camilla Belle Roteiro: Heitor Dhalia, Vera Egito Duração: 97 min. Minha nota: 7/10
Todo mundo está falando muito bem desse filme, o que me deixa bem satisfeito visto que adoro o cinema do Heitor Dhalia - torço para que fique tão encantado por esse "À Deriva" quanto em seus filmes anteriores.
Não Vi Cheiro do Ralo, mas adorei Nina, foi meu primeiro Post no Blog rss, esse parece ser mais um bom trabalho do Heitor e em particular, gostei bastante do cartaz.
Meu deus!!! preciso vir mais aqui!!! faz tempo que você acompanha o meu blog e não sabia que você fala sobre um assunto que mais gosto nessa vida!!! estou até com vergonha!! me desculpa?? mas antes tarde do que nunca né?! obrigada por estar lá há tanto tempo e pode ter certeza que agora vou seguir você SEMPRE! beijos!
3 comentários :
Todo mundo está falando muito bem desse filme, o que me deixa bem satisfeito visto que adoro o cinema do Heitor Dhalia - torço para que fique tão encantado por esse "À Deriva" quanto em seus filmes anteriores.
Não Vi Cheiro do Ralo, mas adorei Nina, foi meu primeiro Post no Blog rss, esse parece ser mais um bom trabalho do Heitor e em particular, gostei bastante do cartaz.
Abraço!!!!!!!
Meu deus!!! preciso vir mais aqui!!! faz tempo que você acompanha o meu blog e não sabia que você fala sobre um assunto que mais gosto nessa vida!!! estou até com vergonha!! me desculpa?? mas antes tarde do que nunca né?! obrigada por estar lá há tanto tempo e pode ter certeza que agora vou seguir você SEMPRE! beijos!
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