Chega aos cinemas o filme que rendeu o Oscar de melhor atriz à Sandra Bullock. Com cara de telefilme, a história contada é a de Michael Oher, destaque no futebol americano após ser adotado por uma família rica.
Com toques do bom cinema noir, Ilha do Medo, que estréia hoje nos cinemas, é um daqueles suspenses cheios de tensão psicológica e reviravoltas. Aproveite a viagem!
Em uma noite mais entediante do que animada a Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood anunciou os melhores do ano. E Guerra ao Terror foi o grande vencedor da noite.
O Troféu Framboesa de Ouro chega à sua 30ª edição. Além de premiar os piores do ano, também foram escolhidos os piores da década. E Sandra Bullock cumpriu a promessa, foi receber seu prêmio.
Com Fita Branca, Michael Haneke tenta descobrir quem foram as crianças que viraram os adultos nazistas da Segunda Guerra e de onde podem ter tirado tanto ódio e intolerância.
Sensibilidade e ação se misturam no drama sul-coreano Mother para contar a história de uma mãe que não mede esforços e nem consequências para salvar seu único filho.
Depois do lançamento espalhafatoso no mercado nacional direto em dvd, chega aos cinemas Guerra ao Terror, retrato duro da influência da guerra na vida de seus soldados.
A história real da fuga dos irmãos judeus Tuvia, Zus e Asael Bielski para a floresta de Nalibokov, na Bielorussia, onde criaram uma comunidade de resistência durante a ocupação nazista da Europa Oriental, é o tema principal do filme Um Ato de Liberdade.
A história dos irmãos é interessante e comovente, mas tem uma dificuldade enorme de convencer na tela e termina não funcionando bem. Mais uma vez, Edward Zwick (Lendas da Paixão) se perde e demonstra a mesma falta de identidade e de ousadia de qualquer outro trabalho.
Não que as coisas não estejam nos lugares onde esperamos. Pelo contrário. Tudo está devidamente colocado, muito bem posicionado e previsível como sempre. Os clichês vêm e vão com tanta naturalidade que depois de trinta minutos de projeção já sabemos o que vai acontecer. E, pior, estamos cansados de tudo aquilo.
Nem a presença de Daniel Craig, que conseguiu até mesmo imprimir uma nova personalidade a James Bond, uma das personagens mais conhecidas do cinema, foi suficiente para prender os espectadores e surpreender. Ao seu lado, os bons atores Liev Schreib (Sob o Domínio do Mal) e Jamie Bell (Billy Elliot) também não tem mais sucesso. Mas acabam fazendo a diferença no meio de tanta mesmice.
A equipe técnica de primeira linha também se destaca, mas não resolve o problema. Isso serve para a bela fotografia do português Eduardo Serra (Moça com Brinco de Pérola), o excelente desenho de produção de Dan Weil (O Quinto Elemento) e a marcante trilha sonora de James Newton Howard (Batman - O Cavaleiro das Trevas).
No final é mais um daqueles filmes que eram para ser, mas não conseguiram. Tão bonito quanto vazio.
Claro que quem gosta de filmes históricos, principalmente os que envolvem a Segunda Guerra, pode se interessar muito. Quem não aguenta clichês vai sofrer por mais de duas horas. E sem descanso.
Um Grande Momento
A cena com o refém, talvez.
Prêmios e indicações(as categorias premiadas estão em negrito) Oscar: Trilha Sonora (Thomas Newton Howard)
Globo de Ouro: Trilha Sonora (Thomas Newton Howard)
Links
Drama Direção: Edward Zwick Elenco: Daniel Craig, Liev Schreiber, Jamie Bell, Alexa Davalos, Allan Corduner, Mark Feuerstein, George MacKay, Mark Margolis, Jacek Koman, Clayton Frohman Roteiro: Nechama Tec (livro), Edward Zwick, Clayton Frohman Duração: 137 min. Minha nota: 4/10
Eu gosto de tipo de drama sobre guerra e esta história é muito interessante, porém concordo com você, Edward Zwick é um destes diretores operário-padrão, que seguem a risca o padrão Hollywood.
Já eu gostei. Este é um dos raros filmes que colocam os judeus em posição ativa, não passíveis na situação de caça e extermínio. Isso sim é o que todos queríamos fazer no lugar deles. Matar os nazistas! AuhAuah! Brincadeira. =)
Veja só! Eu já acho esta temática fundamental e que não pode ser esquecida. Vide os movimentos neo nazistas espalhados por aí. Gosto muito de ver filmes assim e neste caso, uma historia diferente, que não conhecia. Não é uma obra prima, longe disso, mas gostei do filme. Gostei tambem da Aritmética do Diabo, outro filme de Holocausto, com viagens no tempo, etc. É tudo uma questão de abordagem.
7 comentários :
Eu particulamente não aguento mais assistir filmes com esta temática (segunda guerra e/ou holocausto e/ou judeus).
Esse não deverei assistir
vejo em DVD esse.
apesar dos apesares, gosto dos filmes de Ed. Zwick.
abraço :)
Eu gosto de tipo de drama sobre guerra e esta história é muito interessante, porém concordo com você, Edward Zwick é um destes diretores operário-padrão, que seguem a risca o padrão Hollywood.
Bjos
Já eu gostei. Este é um dos raros filmes que colocam os judeus em posição ativa, não passíveis na situação de caça e extermínio. Isso sim é o que todos queríamos fazer no lugar deles. Matar os nazistas! AuhAuah! Brincadeira.
=)
NOTA (0 a 5): 4
****
Muito legal o blog Cecilia!
Já está linkado! :)
Beijao!
Realmente, cheio de clichês. Uma lástima, pois esta obra é bem aguardada, e muitos achavam que seria oscarizável. Ledo engano!
Abs!
Veja só! Eu já acho esta temática fundamental e que não pode ser esquecida. Vide os movimentos neo nazistas espalhados por aí. Gosto muito de ver filmes assim e neste caso, uma historia diferente, que não conhecia. Não é uma obra prima, longe disso, mas gostei do filme. Gostei tambem da Aritmética do Diabo, outro filme de Holocausto, com viagens no tempo, etc. É tudo uma questão de abordagem.
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