O Milagre de Santa Luzia
arquivo, filmes | 21 de novembro de 2008 às 5:40 am
(O Milagre de Santa Luzia, BRA, 2008)
Documentário
Direção: Sergio Roizenblit
Elenco: Dominguinhos, Sivuca, Arlindo dos 8 baixos, Camarão, Genaro, Pinto do Acordeon, Joquinha Gonzaga,Dino Rocha, Elias Filho, Gabriel Levy, Toninho Ferraguti, Mario Zan, Osvaldinho do Acordeon, Renato Borghetti, Gilberto Monteiro, Luciano Maia e Quartcheto, Luis Cralos Borges, Edson Dutra dos Serranos, Bagre Fagundes, Telmo de Lima Freitas, Patativa do Assaré
Roteiro: Sergio Roizenblit
Duração: 104 min.
Minha nota: 7/10
De onde vem o nome do rei do baião Luiz Gonzaga?
Esta pergunta é respondida logo no começo do documentário O Milagre de Santa Luzia e serve de gancho para uma viagem por todo o Brasil através da musicalidade da sanfona.
Ao lado de Dominguinhos, o diretor visita o Nordeste, o pantanal matogrossense, os pampas gaúchos, a urbana São Paulo e mostra as mais diversas maneiras de se tocar o completo e complexo acordeão, também conhecido como sanfona e gaita.
Com fotografia do diretor, Sergio Roizenblit e de Rinaldo Martinucci, o filme é de uma beleza extasiante, apesar de tropeçar em alguns experimentos visuais menos interessantes e cansativos, como a corrida da câmera entre a paisagem seca da região nordestina.
O longa também se perde um pouco ao chegar no Sul do país e se demorar um pouco mais do que o deveria por lá, quebrando o bom ritmo, que se recupera depois.
O som, assinado por João Godoy, René Brasil e Thiago Bittencourt está excelente. E é impossível não se render a todas as histórias contadas e cantadas na tela. As músicas também são maravilhosas.
Uma boa pedida para conhecermos um pouco mais sobre a nossa terra e a nossa música. Belo, sensível e lindo.
Aqueles que têm problemas com o gênero documentário devem vê-lo para mudar os conceitos.
Um Grande Momento
“Eu sei duas.”

Prêmios e indicações (as categorias premiadas estão em negrito)
Festival de Brasília: Trilha Sonora
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“O Milagre de Santa Luzia” é um filmes simples, e aparentemente convencional, mas também sutilmente genial, de uma genialidade dificilmente identificável por observadores viciados no lugar comum do gosto atual. Parabéns aos responsáveis pelo “Milagre…”.
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