FilmeFobia
arquivo, filmes | 21 de novembro de 2008 às 8:51 amHorror
Direção: Kiko Goifman
Elenco: Jean-Claude Bernardet, Cris Bierrenbach, Hilton Lacerda, Livio Tragtenberg, Ravel Cabral
Roteiro: Kiko Goifman, Hilton Lacerda
Duração: 80 min.
Minha nota: Não é possível mensurar
Um diretor pretensioso, interpretado por Jean-Claude Bernardet, acha que a única imagem verdadeira é aquela do fóbico diante de sua fobia e resolve fazer um documentário sobre os medos mais profundos de cada um.
Eu não posso dizer exatamente o que achei do filme porque, simplesmente, não consegui ficar até o final da exibição.
Com algumas imagens muito falsas, exageradas e com uma estética que lembra a famosa seqüência blockbuster Jogos Mortais, o filme, em muitas cenas não consegue despertar todo o incômodo que pretende. E vai passando de medo em medo sem muitas explicações e sem se definir entre documentário e ficção.
Mas, nesse caminhar, chega em uma das fobias mais comuns: o medo de rato. E traz junto uma história totalmente bizarra – no sentido puro da palavra – para justificar o pavor.
Quem acompanha o blog há muito tempo sabe que qualquer cena com este roedor me deixaria completamente apavorada. Dito e feito, tive que sair da sala. Mas muito mais por eu ser uma fóbica extrema (eu sei que toda fobia é extrema, mas não custa salientar) do que pela veracidade do filme.
Com justiça, devo dizer que a direção de arte de Cris Bierrenbach, mesmo que MUITO inspirada nos filmes do serial killer estadunidense, é boa e tem os seus pontos altos.
A direção de Kiko Goifman, até onde eu vi, não é ruim, mas em muitas tomadas deixa a impressão de que elas vão por si, sem influência de quem dirige.
Uma longa sessão de sadismo. Quem gosta de filmes de horror pode se interessar e eu não estranharia muito se o filme, lançado comercialmente, fosse um sucesso total de público.
Eu não consegui entender a fixação por pessoas peladas. Se alguém vir o filme e entender, por favor me explique.
Um Grande Momento
Até onde eu vi, nenhum.

Prêmios e indicações (as categorias premiadas estão em negrito)
Festival de Brasília: Filme, Ator (Jean-Claude Bernadet), Direção de Arte (Cris Bierrenbach), Montagem (Vânia Debs)
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5 Comentários
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Muito prazer!!! É sempre bom conhecer irmãos cinéfilos nesse mundo dos blogs! Pô, que inveja… Festival de Brasília… E parece que você tá aproveitando ao máximo! Legal demais seu espaço, com certeza voltarei depois para ‘fuçar’ melhor. Quanto a esse filme fobia, brasileiro tem mania de copiar tudo dos gringos, principalmente o que não presta… E quanto a isso de ele fazer sucesso se for lançado comercialmente… Ninguém pode duvidar… Abração!
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Hahahahahahahahahahahahahahaha, adorei a nota Cecília!!
Bom fds, bjos!
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:S Que bizarro… Muito medo do filme.
Mas pelo menos Número 27 parece ter sido ótimo!
Ciao!
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Olá!!
Nando – É sempre bom mesmo. Gostei muito do seu espaço. No Festival de Brasília tem filme demais… Já até estou meio louca e mal consigo responder os comentários.
Kau – Pois é, se eu não vi inteiro não posso dar uma nota, né?
Wally – Hehehehe. Não é a toa que se chama FilmeFobia, né?
Beijocas
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Olá!
A busca do o filme é – até onde pude perceber – discutir a questão da imagem criada, como representação do real. O filme parece um documentário, tem personagens bastante reais, histórias pretensamente reais que resvalam a toda hora no insólito, uma espécie de traminha.
Mas é tudo enganação, construção mesmo. Ainda que discuta temas reais, medos reais. Veja você que uma das perguntas feitas pro Bernardet no meio do filme revela bastante a sua temática. Alguém diz algo assim: “mesmo encenada, uma imagem pode ser tomada por real?” Ele responde: “claro que sim. Porque o que interessa é o ela passa”. Não é exatamente isso, mas é mais ou menos isso.
E acho que é isso que o filme quer fazer. Ele choca, fabrica imagens bastante reais, baseadas em medos reais e cria uma opressão nas pessoas. A ponto delas sairem do cinema antes do final, caso alguma das fobias encontre ressonância nelas.
Você comparou ele com Jogos Mortais. Talvez o clima criado se assemelhe. Mas a criação parece ser proposital pra chamar a atenção pra outra coisa, que é o quanto se assiste essas imagens pra suprir algum desejo obscuro do ser humano, alguma coisa impensada, subconsciente.
Acho algumas cenas over, algumas construções que não funcionam. Não acho o filme perfeito, mas a premissa me parece bastante sólida, a discussão que ele traz também.
Mas é um filme para poucos, não é feito pra ser apreciado. Principalmente por quem tem medo de rato.
Ps: Parabéns pelo blog.
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