Os Mosconautas no Mundo da Lua
arquivo, filmes | 17 de outubro de 2008 às 6:26 pm
(Fly Me to the Moon, BEL, 2008)
Aventura/Infantil/Animação
Direção: Ben Stassen
Roteiro: Domonic Paris
Duração: 84 min.
Minha nota: 6/10
Três mosquinhas crianças, cansados da falta de aventura, resolvem se infiltrar no foguete Apollo 11, da Nasa, que levou o homem à lua pela primeira vez.
Com uma desenhos bem feitos e uma historinha simpática, a animação belga consegue ser boa e ruim ao mesmo tempo. Enquanto surpreende em alguns pontos, desliza em muitos outros.
Os maiores problemas, senão todos, estão no desenvolvimento do roteiro. Alguns acontecimentos estão jogados e soluções são dadas sem que os envolvidos sequer soubessem o que estava realmente ocorrendo. É aquela velha história do “se ele não estava lá, como sabe o que aconteceu?”. E não é só uma vez, são várias.
A relação com a guerra fria também é fraca e mal explicada e ainda tem um final completamente desnecessário. E por falar em final, para que serve a aparição de Buzz Aldrin?
A escolha da trilha sonora, apesar de ótima, é meio estranha já que se trata de um público infantil, mas não compromete. Alguns clichês espaciais também acontecem, como o já batido uso de O Danúbio Azul, aqui numa coreografia bem bonitinha.
Parando de falar mal, os personagens são bem carismáticos, mesmo sendo moscas; algumas piadas são ótimas e algumas cenas são de uma beleza plástica maravilhosa. O vidro quebrando e o suco de laranja são as melhores.
Ruim e bom ao mesmo tempo, o filme consegue arrancar algumas risadas dos espectadores, gera algum suspense e agrada ao público mais novo. Aliás, quanto mais nova a criança, mais ela vai gostar.
Ainda assim é estranho assistir a uma animação espacial no mesmo ano do maravilhoso e extremamente bem feito WALL-E. Assim como é estranho ouvir falar da chegada do homem à lua na época em que mais se contesta a veracidade deste fato, principalmente depois do desaparecimento das fitas da expedição.
Mas o filme tem o seu charme e a sua graça. Bom para papais com filhos entre os 3 e os 6 anos. Ou para ver em casa, quando estiver passando na televisão.
Na versão original alguns vozes foram dubladas por Robert Patrick, Tim Curry, Christopher Lloyd e o pequeno Trevor Gagnon.
Um Grande Momento
O tubo de ensaio quebrando.

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10 Comentários
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Você foi por causa do filhote? Porque nã senti vontade de ver, me arrependi enormemente de ter visto Space Chimps… hehehe achei que esse você no msmo estilo!
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Foi por causa do filhote, claro. Como já tinha barrado o Space Chimps, tive que ir nesse para conferir. Hehehe.
Beijocas, querido!
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Que simpático, Cecília! Estreou aqui semana passada, mas estou com medo de assistir. Na verdade, não tenho filhos, nem sobrinhos.. enfim. Hahahahahahahaha…
Bjos e ótimo fds.
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Eu já não sou maior fã de animações e esse filme não me despertou nenhum interesse. Mas todos que o viram destacam a beleza plástica de algumas sequências.
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Sinceramente acho que não vou acabar conferindo este filme não… gosto bastante de animações, mas essa não me empolgou até agora…
Estou de volta à ativa nos blogs..
vlwssss
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Eu estou com um ingresso para o cinema na mão, mas não tenho vontade de ver nenhum filme dos que estão em cartaz.
Abraço!
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Se tivesse cinema 3D em Salvador eu assistiria esse filme.
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Antes eu não queria nem ver esse filme de graça, mas agora seu comentário me animou um pouco.
Abraço
Mateus
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Fui meio animado também. De início sentia tão somente medo, mas parece ser até meio charmoso…quem sabe.
Ciao!
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Oi, gente!
Kau – Acho que o que vale mesmo nessa animação é a beleza plástica de algumas cenas. A animação é extremamente bem feita, mas o roteiro deixa muito a desejar. Uma coisa é certa: as crianças se divertem. Leva um filho da vizinha. Hehehehe.
Alex – Realmente, esse é o ponto forte do filme.
Sérgio – Que bom que você voltou! Existem animações muito melhores mesmo…
Pedro – Bom, acho melhor gastar com outro. Esse é bonitinho, mas não vale um ingresso grátis.
Ramon – Nenhum cinema aí passa 3D? Mas acho que sem 3D também funciona. Não sei é se vale o ingresso.
Mateus – Não é mesmo tão ruim assim. Eu achei que seria uma bela porcaria.
Wally – Charmoso é uma boa palavra.
Beijocas a todos
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