(11 Minut, POL/IRL, 2015)

Suspense
Direção: Jerzy Skolimowski
Elenco: Grazyna Blecka-Kolska, Anna Maria Buczek, Agata Buzek, Janusz Chabior, Paulina Chapko, Andrzej Chyra, Marta Dabrowska, Richard Dormer, Dawid Ogrodnik, Jan Nowicki, Wojciech Mecwaldowski, Andrzej Chyra, Paulina Chapko
Roteiro: Jerzy Skolimowski
Duração: 81 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

11 minutos na vida de pessoas diferentes: um marido ciumento, uma aspirante a atriz, um diretor de cinema mala, um assediador de crianças recém liberado, um traficante de drogas, um pintor de aquarelas, um adolescente problemático, uma atriz pornô, um limpador de janelas e uma mulher que acabou de se separar. Alguns com as vidas já cruzadas e outros esperando o momento em que se cruzarão.

Como um filme de evento, pouco tempo depois da apresentação dos personagens – inventiva no uso de capturas diferentes de imagem, que vão de câmera de celular a câmeras de salas de depoimento no departamento de polícia – esperamos pelo desfecho da história.

Diferente de outros filmes de histórias cruzadas, o longa não parece ter pretensões de ser levado tão a sério. Não há uma preocupação com o desenvolvimento dos personagens, mas há um interesse em demonstrar as muitas opções de câmera. Chegando inclusive a escolhas pouco relevantes e sem muito sentido, como o ponto de vista de um cachorro passeando pela cidade.

É em sua concepção inicial que o filme ganha muitos pontos e diverte quem se entrega à confusão imaginada pelo diretor Jerzy Skolimowski (Correntes da Primavera). Em sua progressão, que alterna sequências lineares e não-lineares do tempo, passa pelas histórias, fazendo com que uma percepção as una.

Esta percepção, que se revela ao final, é apenas um detalhe no começo do filme, mas fica esquecido em meio a sensação do já muitas vezes visto, e mesmo que retorne em momentos específicos, como o rasante de um avião, um ponto em uma aquarela e, nos diálogos, em um comentário sobre um ponto negro no céu, só vem a fazer sentido depois.

Um detalhe tão pequeno e tão insignificante não deveria mesmo preocupar ninguém. Não é relevante e pode até não parecer interessante, mas quem entrar na brincadeira vai gostar do que vai ver.

Um Grande Momento:
O pixel.

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