Novo e excelente
Por Cecilia Barroso
Depois de tantas histórias de amor contadas do mesmo jeito, 500 Dias Com Ela chega para mudar isso. A surpresa começa na dedicatória do filme e se mantém entre as muitas idas e vindas no tempo.
» Leia maisPor Cecilia Barroso
Depois de tantas histórias de amor contadas do mesmo jeito, 500 Dias Com Ela chega para mudar isso. A surpresa começa na dedicatória do filme e se mantém entre as muitas idas e vindas no tempo.
» Leia mais
Por Cecilia Barroso
Começa hoje a 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O Cenas estará presente, trazendo filmes diariamente para vocês.
» Leia mais
Por Cecilia Barroso
Ao reinventar a Segunda Guerra, Quentin Tarantino prova que continua manipulando a violência dentro os outros e com uma qualidade técnica absurda.
» Leia mais
Por Cecilia Barroso
Filme sobre a onda de ataques criminosos comandados de dentro das cadeias que aterrorizou a maior cidade brasileira chega aos cinemas.
» Leia mais
Por Cecilia Barroso
E se depois de todas as tentativas ainda não der certo? Com tom pessimista e muitas qualidades estréia hoje nos cinemas o novo filme de José Eduardo Belmonte, com Carolina Abras, Cauã Reymond e João Miguel.
» Leia mais
Por Cecília Barroso
Na adolescência os hormônios falam mais alto, a infância ainda não foi embora e os problemas adultos começam a ser descobertos. Felipa compartilha com o público suas dores e alegrias, suas brincadeiras e experiências.
» Leia mais
Por Cecilia Barroso
"A violência é tão fascinante", já dizia Renato Russo. O filme de Uli Edel traz história do grupo revolucionário RAF, conhecido Baader Meinhof, e faz pensar. Imperdível!
» Leia mais
Por Cecilia Barroso
Embora não seja uma unanimidade, o filme traz de volta às telas os antigos filmes de gângster. Com forma tradicional e um visual bem diferente, Inimigos Públicos é um bom programa.
» Leia mais
(Das weiße Band - Eine deutsche Kindergechichte, ALE, 2009)
No que pode dar uma a criação baseada na ausência de comunicação, autoritarismo, intolerância, falta de limites e espaço, violência, punições e castigos corporais, imposição de respeito pelo medo e terrorismo psicológico? Como crianças educadas sem qualquer demonstração de afeto e com tanto ódio dentro de si encaram o mundo?
Relacionando todos os problemas, Michael Haneke chega a um ponto aterrador: o nazi-fascismo alemão. As crianças que vemos na tela vivem em uma pequena vila pouco tempo antes da Primeira Guerra Mundial e sofrem todos os tipos de agressão possíveis e imagináveis por parte dos adultos locais.
Aqueles que seriam os futuros adultos no mundo de Hitler, com suas experiências e segregação, são assombrados pela crueza e ignorância de seus pais. A inversão de valores, reações absurdas e uma maldade latente são o resultado.
Mas o pior da mensagem de Haneke vai além da raiz do nazismo histórico e volta-se para a realidade atual, onde uma juventude sem-limites protagoniza episódios de desrespeito ao próximo, violência extrema e intolerância, ainda que a criação seja mais liberal e a quantidade de informações seja muito mais abundante.
A fotografia em preto e branco de Christian Berger, além de melhor adequar a história à época, torna tudo ainda mais frio e difícil. A composição de imagens é fantástica e a relação entre os acontecimentos e as belas paisagens do local, contrastante, funciona muito bem e torna possível a exposição prolongada a eventos tão incômodos. Principalmente por serem todos eles associados a crianças.
Uma experiência daquelas que não sai logo da cabeça e que promete começar discussões acaloradas sobre o que se viu na tela. Marcante e triste.
Um Grande Momento
O castigo por sentir desejo.
Prêmios e indicações (as categorias premiadas estão em negrito)
Cannes: Palma de Ouro
Links
Drama
Direção: Michael Haneke
Elenco: Susanne Lothar, Ulrich Tukur, Burghart Klaußner, Josef Bierbichler, Marisa Growaldt, Christia Friedel, Leonie Benesch, Ursina Lardi, Steffi Kühnert
Roteiro: Michael Haneke
Duração: 144 min.
Minha nota: 8/10
Por
Cecilia Barroso
em
6.11.09
(Um Lobisomem na Amazônia, BRA, 2005)
Estilos de terror não faltam no cinema e um dos mais divertidos e populares é aquele que consegue juntar o humor ao horror, o terrir. No Brasil, o maior nome do terrir é, sem sombra de dúvidas, Ivan Cardoso. Seus filmes O Escorpião Escarlate, As Sete Vampiras e O Segredo da Múmia confirmam a fama.
Um Lobisomem na Amazônia é um projeto antigo do diretor que só chega agora, depois de quase quatro anos, às telonas e mistura várias histórias, estilos e personagens. Tem mulheres gostosonas, sexo, lobisomem, floresta amazônica, amazonas (as guerreiras), santo daime e até o Dr. Moreau, aquele mesmo já vivido por Charles Laughton, Burt Lancaster e Marlon Brando em filmes anteriores e agora volta com o ator espanhol Paul Naschy.
Claro que o filme tem problemas. Algumas das histórias parecem deslocadas, algumas piadas são muito batidas e a maquiagem não é exatamente o que estamos acostumados a ver.
Ao mesmo tempo, o filme tem boas imagens e momentos deliciosos, como a participação especial de Sidney Magal como um sacerdote inca, e aparições curiosas de Guará Rodrigues, Tony Tornado, Nuno Leal Maia, Evandro Mesquita, Orlando Drummond e do próprio Naschy.
O grupo de jovens que quer experimentar o santo daime e entra na floresta, bem mais irregular, tem Karina Bacchi, Bruno de Lucca, Pedro Neschling e Djin Sganzerla. A protagonista é Danielle Winits, que está mais Danielle Winits do que nunca com suas microroupas, seus peitões e muitos gritinhos agudos.
Nada que fique para sempre na cabeça, nem que vá mudar a vida de alguém, mas como um bom terrir, com tantas misturas e absurdos, é diversão certa.
Um Grande Momento
Sidney Magal.
Links
Terror
Direção: Ivan Cardoso
Elenco: Danielle Winits, Paul Naschy, Evandro Mesquita, Karina Bacchi, Pedro Neschling, Djin Sganzerla, Bruno De Lucca, Guará Rodrigues, Sidney Magal, Tony Tornado, Nuno Leal Maia, Orlando Drummond, Joana Medeiros
Roteiro: Gastão Cruls, Rubens Francisco Luchetti, Flávio de Souza, Evandro Mesquita
Duração: 74 min.
Minha nota: 5/10
Foram anunciados hoje (6), na Cinemateca, os vencedores da 33ª edição da Mostra Internacional de São Paulo. A cerimônia foi comandada por Serginho Groissman e Marina Person e contou com a apresentação do filme israelense "Lebanon", de Samuel Maoz, grande vencedor do Festival de Veneza.
Escolhido pelo júri oficial da mostra, o longa-metragem sul-coreano "Voluntária Sexual" levou o Troféu Bandeira Paulista. Polêmico, o filme fala do drama de um jovem deficiente que, com medo da morte, fala a um padre sobre o seu desejo de fazer sexo pelo menos uma vez na vida. Uma voluntária sexual vem satisfazer este desejo, uma vez que, por preconceito, ninguém mais o fará.
O filme nacional "Carmo" foi o escolhido do público e "Abraços Partidos" e "O Último Dançarino de Mao" foram os títulos estrangeiros que terminaram empatados na escolha popular. O prêmio da crítica foi para o iraniano "Ninguém Sabe dos Gatos Persas" e o brasileiro "O Sol do Meio-Dia".
A seguir a lista completa de premiados
Copyright 2009 Cecília Barroso
Todos os textos do Cenas de Cinema estão sob licença Creative Commons.
Design: Bruna Bites | Desenvolvido por: Nós Codificamos