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A sensibilidade do terror

Por Cecilia Barroso

O filme suéco Deixe Ela Entrar, do diretor Tomas Alfredson, chamou atenção do público ao contar uma das histórias de vampiros mais sensíveis de todos os tempos.

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Deixe_entrar

Feito para vender

Por Cecilia Barroso

Criado depois de uma brincadeira de dois amigos, produtores da MTV, Matadores de Vampiras Lésbicas traz todos os clichês de filmes de vampiros e que fazem tanto sucesso entre a garotada.

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Vampiras_lesbicas

Cinema Fantástico em SP

Por Cecilia Barroso

Até o próximo dia 02 de julho acontece o I SP Terror, Festival Internacional de Cinema Fantástico. O Cenas de Cinema faz a cobertura do festival e traz todos os dias comentários sobre os filmes exibidos.

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SP Terrpr

Robôs desalinhados

Por Cecilia Barroso

Mais uma vez Optimus Prime e companhia invadem a tela, mas a confusão de Michael Bay é tão grande que ninguém sabe muito bem onde deve prestar atenção.

Cenas de Cinema

Estréia marcante

Por Cecilia Barroso

Com uma carreira sólida como ator, Matheus Nachtergaele demonstra ousadia e sensibilidade em seu primeio filme. A Festa da Menina Morta choca e perturba ao mostrar a miscigenação da fé brasileira.

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A Festa da Menina Morta

Mais alguns romances

Por Cecilia Barroso

Com o dia dos namorados, chegam as listas de histórias de amor. O top 10 da semana vai falar sobre os filmes do gênero, mas só daqueles que não são tão lembrados assim.

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Feitiço do Tempo

Falta de educação

Por Cecília Barroso

A cada dia que passa, ir ao cinema se torna um exercício de paciência. Pessoas não param de falar, telefones tocam, o lixo vai direto para o chão e outras atitudes pouco solidárias estragam o programa.

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Cinema

A Era do Gelo 3

(Ice Age: Dawn of the Dinosaurs, EUA, 2009)

Depois de dois filmes explorando as mudanças climáticas para contar a história de um grupo bem divertido de animais, o diretor brasileiro Carlos Saldanha, responsável pelo segundo filme também, tinha o desafio de criar uma nova história que fosse ao mesmo tempo empolgante, divertida e curiosa.

Entre as ferramentas disponíveis estava o 3D, recurso cada vez mais usado no cinema para levar mais pessoas às salas e dificultar a pirataria, que permite a criação de um visual muito mais emocionante e convive muito bem com animações.

A história, para não parecer requentada, precisava de um toque de tempero e os extintos dinossauros ganham um novo ambiente e são os responsáveis pela nova aventura do mamute Manny, sua companheira Ellie, o tigre dente-de-sabre Diego, a preguiça Sid e o esquilinho elétrico Scrat.

Com a gravidez de Ellie, Diego e Sid começam a achar que não têm mais nada a ver com aquela família. O primeiro resolve recuperar sua bravura e destreza indo caçar sozinho e o segundo resolve adotar três ovos que encontra depois de cair em um buraco no gelo.

Apesar de já conhecermos muito do que vemos ali, a renovação funciona bem e consegue envolver mesmo com a mistura fantasiosa das espécies. Novos personagens como a esquilinha Scratita e a sensacional doninha-rambo Buck são ótimos e acrescentam muito à história.

O 3D também torna a experiência única. Claro que algumas cenas estão lá só para justificar o uso da nova ferramenta, mas em muitos outros momentos notamos a sutileza e a sensibilidade do mesmo uso. Principalmente no aprofundamento do campo visual, como em cavernas e desfiladeiros.

A qualidade da animação melhora a cada título. Cenas como a da primeira perseguição de Diego à gazela ou dos pêlos molhados de Manny são muito bem feitas e claramente superiores às dos filmes anteriores.

O roteiro acompanha a evolução e diverte cada vez mais os espectadores. O único problema é que a idade do público está cada vez mais adiantada. Enquanto os pais morrem de rir com a maioria das piadas, as crianças se divertem mas não reconhecem os temas tratados.

A história do soco no ombro e os seis meses de terapia, por exemplo, só podem ser entendidos pelos mais velhos. O mesmo pode ser dito de muitos outros momentos bem masculinos do filme, como a relação dos casais pelos olhos de um homem e a aventura da paternidade.

A trilha sonora é ótima e mistura vários clássicos dos anos 70 com músicas cantadas pelo elenco de dubladores. A voz de Lou Rawls praticamente abre o filme com a marcante canção "You'll Never Find Another Love Like Mine" para contar a história dos dois esquilos que se conhecem na briga por uma noz. O casal também aparece em outro grande momento musical do filme quando, em um clipe da música de Gilbert O'Sullivan "Alone again, Naturally", na voz de Chad Fischer, vemos os dois namorando enquanto uma noz fica de escanteio.

Com todos os elogios feitos, agora vêm os problemas. Um filme que quer fazer rir tem que, obrigatoriamente, ter um trailer muito bem elaborado. É muito chato quando constatamos que todos os melhores momentos do filme já são velhos conhecidos. Acaba a surpresa e, com ela, muito da graça do filme.

Segundo o pequeno Rodrigo, crítico mirim já conhecido daqui, o filme é divertido e tem bons momentos, mas não consegue manter um bom diálogo com os pequenos. Enquanto a experiência do 3D é fantástica, muitos momentos não dizem nada e podem deixar o filme cansativo.

Apesar dos pesares, é uma boa diversão, mas terá um aproveitamento melhor se os vinte anos de idade já tiverem passado há algum tempo.

Daquelas para se ver no cinema, com sonzão, óculos 3D e pipoca.


Um Grande Momento

Uma noz, dois esquilos e "Alone again, naturally", que apesar de não estar claro para os mais novinhos ou para quem não sabe inglês, é sensacional.



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Infantil/Aventura/Animação
Direção: Carlos Saldanha, Mike Thurmeier
Elenco: Dublagem em inglês: Queen Latifah, Denis Leary, John Leguizamo, Ray Romano, Simon Pegg; Dublagem em português do Brasil: Cláudia Jimenez, Diogo Vilela, Tadeu Mello, Márcio Garcia, Alexandre Moreno
Roteiro: Jason Carter Eaton (história), Michael Berg, Peter Ackerman, Mike Reiss, Yoni Brenner
Duração: 94 min.
Minha nota: 7/10
Nota do Digo: 6/10

Mangue Negro

(Mangue Negro, BRA, 2008)

É fato que muita gente já fez filmes de zumbi por aí, mas os títulos no Brasil não são só escassos, são praticamente inexistentes. As únicas exceções são o curta Capital dos Mortos, o longa-metragem Mangue Negro e o ainda não lançado Porto dos Mortos.

A explicação para o número reduzido de títulos é fácil. Se, de maneira geral, o investimento financeiro em cinema nacional é limitado e indisponível, imagine quando se trata de um gênero que costuma não receber incentivos em nenhum lugar do mundo.

Uma das qualidades de Mangue Negro vem junto com esta constatação. A coragem de Rodrigo Aragão ao levar adiante um projeto desses sem dinheiro e sem apoio é de chamar a atenção e deixa todo o resultado mais interessante.

O argumento é muito original e não segue aquela bobagem de zumbis que se apóiam nas mesmas e repetitivas justificativas. Pelo contrário, traz à tona a degradação ambiental e em nenhum momento soa doutrinador, como outros ecofilmes, e nem gratuito.

Depois da exploração desmedida de um manguezal, a pequena comunidade residente do local tem que fugir de estranhas criaturas que surgem da lama para acabar com a humanidade.

O explorador, o pai autoritário, a mãe doente, o mocinho, a preta velha e aquele pescador que conhece todas as lendas do local se misturam a outras personagens não menos interessantes para tornar a história ainda mais interessante.

Rodrigo Aragão assina o roteiro, a direção, a direção de fotografia e a maquiagem do filme e, além de contar com locações emprestadas, conta com a participação de amigos, colaboradores e moradores da aldeia de Perocão, em Guarapari.

O resultado final lembra os primeiros filmes dos diretores Peter Jackson e Sam Reimi e consegue conquistar os espectadores completamente. Muito, também, pelo roteiro que mantém uma tensão sempre crescente e sabe como misturar o suspense, o terror e a comédia.

O mangue é um lugar perfeito para o desenvolvimento da trama e para o surgimento das criaturas fantásticas criadas por Aragão, sem falar que combina perfeitamente com a trilha sonora. Os zumbis, sejam eles maquiagem ou bonecos, são muito bem feitos e impressionam. As sequências sanguinolentas também são ótimas e não ficam devendo nada a títulos gore de outros países.

Os atores também estão muito bem, com destaque para Walderrama dos Santos, como o tímido e contido Luís da Machadinha, e André Lobo, como a velha Benedita, que, mesmo com suas falas simples, arranca gargalhadas até dos mais sérios.

Claro que o filme tem alguns defeitos e sofre com a falta de verba. Se a maquiagem das criaturas é fantástica, a das personagens idosas não fica muito bem. Alguns planos também não são muito bons e algumas sequências poderiam ser mais curtas do que são.

Todos esses momentos juntos, porém, não chegam a apagar o brilhantismo de Mangue Negro, um título que assume seu lado trash e traz de volta às telas uma boa história de zumbis. O filme convence e causa admiração em todos os fãs do gênero, além de deixar todos os brasileiros orgulhosos.

Daqueles que já nascem clássicos. Imperdível!


Um Grande Momento

"Raquel, eu quero te falar uma coisa..."



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Terror
Direção: Rodrigo Aragão
Elenco: Walderrama dos Santos, Kika de Oliveira, Ricardo Araújo, Markus Konká, Antônio Lâmego, André Lobo, Maurício Ribeiro, Reginaldo Secundo, Julio Tigre
Roteiro: Rodrigo Aragão
Duração: 105 min.
Minha nota: 7/10

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